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Ludhmila Hajjar recusa cargo de ministra da Saúde. Convite foi feito por Bolsonaro

A médica cardiologista tinha sido cotada para substituir Eduardo Pazuello. Entenda!



No último dia 15, Ludhmila Rajjar, cardiologista, negou o convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde, segundo informações apuradas pelo G1.

Em entrevista à GloboNews, Ludhmila afirmou que recusou o cargo porque as exigências do governo não se encaixavam com o seu perfil, qualificação e linha de trabalho.

Ela havia sido cotada para o ministério e recebeu o apoio de parlamentares e integrantes do Supremo Tribunal Federal, inclusive de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, que disse que a médica possuía “competência técnica” e “capacidade de diálogo político” necessárias para atuar neste momento de pandemia.


Eduardo Pazuello estava sofrendo pressão de deputados do Centrão, grupo de partidos da base aliada do governo na Câmara, que estavam insatisfeitos com o seu trabalho por conta do agravamento constante da crise sanitária no Brasil.

Além disso, o retorno de Lula ao cenário eleitoral fez com que a substituição de Pazuello fosse ainda mais recomendada.

Logo depois de ser publicamente cotada como a principal substituta de Eduardo Pazuello no ministério, Ludhmila começou a ser duramente atacada por redes bolsonaristas. Os principais motivos dos ataques se referem aos posicionamentos da médica de não apoiar tratamento precoce contra a covid-19 e de defender o isolamento social.

Depois do encontro com Bolsonaro, em Brasília, no último dia 14, Ludhmila retornou para São Paulo, dia 15, onde atua no Instituto do Coração do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) como supervisora da área de cardio-oncologia, além de ser coordenadora de cardiologia do Instituto do Câncer do estado.


Com a recusa de Ludhmila Rajjar, outros nomes foram cotados para assumir o ministério. No entanto, no dia 15, foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro que o novo escolhido como ministro da Saúde seria o médico Marcelo Queiroga, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Queiroga é o quarto ministro da Saúde a assumir o cargo desde o início do governo Bolsonaro, antecedido por Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta.

Segundo matéria do jornal O Globo, depois da primeira reunião com chefes de poderes e governadores, após tomar posse, o médico afirmou que adotará o discurso de aproximação com a comunidade científica.

Queiroga ainda teria firmado o compromisso de “fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde” e reforçar a campanha de vacinação.


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