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Investigado por assédio sexual no Egito, médico brasileiro tem detenção prorrogada no país

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Ministério Público do Egito resolveu manter o médico no país por mais tempo.

O médico brasileiro Victor Sorrentino, de Porto Alegre, se tornou alvo uma investigação no Egito após ser acusado de assédio sexual.

Informações do G1 explicam que, no último dia 24 de maio, quando estava em uma loja de papiros, Sorrentino teria assediado uma vendedora egípcia. O Ministério Público do Egito explicou que o médico fez insinuações sexuais à mulher, “violando os princípios e valores da sociedade egípcia e a santidade da vida privada da vítima”.

Vitor gravou a abordagem à funcionária e fez uma piada com conotação sexual. Em português, ele perguntou a mulher: “Vocês gostam mesmo é do bem duro, né?”. No dia seguinte ao episódio, Victor voltou à loja para pedir desculpas e fez uma nova gravação, explicando-a que se tratava de “uma brincadeira brasileira”. Após isso, a vendedora disse em espanhol que estava “tudo bem”.

O vídeo da atitude do médico viralizou após ativistas brasileiros divulgarem nas redes sociais, e chegou até o ativista LGBT antirracista Antonio Isuperio, que divulgou com mulheres no Brasil e no Egito, chegando até as autoridades do país.

Informações divulgadas pelo MP do Egito, revelam que a vendedora preferiu seguir com o processo criminal contra Sorrentino, pelos danos causados ao compartilhar as imagens nas redes sociais.

O MP também apurou que a vendedora não parecia entender a conotação da piada, e que por isso foi “ ridicularizada e parecia sorrir distraída, sem saber do abuso verbal”.

No último dia 1 de junho, o Ministério Público do anunciou que prorrogou, por mais quatro dias, a detenção do médico, isso porque ele foi detido a caminho do aeroporto do Cairo, no dia 30, tentando ir embora do país.

A defesa do médico afirmou que Sorrentino estava em um prédio público do governo egípcio, equivalente a uma procuradoria de Justiça do Brasil, e podia se comunicar com quem quiser. A esposa do brasileiro se manifestou sobre a situação, afirmando que “o mundo está cada vez mais complexo”.

Fabrício Pontin, o especialista em direito internacional, professor da Universidade La Salle, foi ouvido pelo G1 e expressou sua opinião sobre o caso. Pontin acredita que, apesar de o médico poder ser julgado tanto sob a lei islâmica quanto sob a legislação civil, não acha que ele será preso ou cumprirá pena no Egito, e que deverá pagar uma multa e ser deportado após negociação entre autoridades diplomáticas dos dois países.

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