Comportamento

Médico judeu sobre atendimento a paciente de covid-19 com tatuagens nazistas: “Reconheço que hesitei”

Procedimento para intubar paciente grave de covid-19 fez médico judeu refletir sobre seu papel dentro do hospital.



Viver o dia a dia de um hospital é algo que está tirando muito da qualidade de vida dos profissionais de saúde neste ano. O ritmo de atendimentos e a frequência de novos pacientes aumentam significativamente com o avanço da covid-19 em todo o mundo.

Com fluxo alto de pessoas necessitando de atendimento em situações de alta emergência, alguns casos se destacam pela raridade das interações de profissionais e pacientes.

O médico americano Taylor Nichols enfrentou um dilema que, recentemente, o deixou pensativo sobre sua carreira. Ele revelou, num relato nas redes sociais que, pela primeira vez, hesitou ao tratar um paciente.


Direitos autorais: reprodução Twitter/@tnicholsmd.

O homem chegou ao pronto-socorro em que trabalhava com muita dificuldade para respirar e sofrendo severamente de complicações provocadas pelo novo coronavírus. Muito debilitado, ele tinha forças apenas para dizer uma frase: “Não me deixe morrer, doutor”.

A equipe de Taylor tinha uma enfermeira negra, um terapeuta respiratório asiático, e ele, judeu. Todos se surpreenderam ao retirar a camisa do rapaz e ver as tatuagens nazistas que cobriam todo o braço dele.

Esta não é a primeira vez que ele, como médico, passa por este tipo de situação. Por esse motivo, o lema dele sempre foi: quem entra pelas portas durante o plantão precisa de um médico, e é isso que Taylor é.


O homem precisaria ser intubado de qualquer modo, para isso ele teve de autorizar o procedimento. No momento em que o médico se preparava para colocar o tubo do lado de fora, ele passou a verificar se a equipe estava segura.

Quando o assunto lhe vinha à cabeça, Taylor pensava: se os papéis fossem invertidos, aquela pessoa teria a mesma preocupação para com a vida dele? E confessa que neste momento hesitou. O médico se perguntava se aquela pessoa, que tanto odiou seu povo, valorizaria a vida dele e de sua equipe, assim como eles estavam valorizando a dela.

Apesar de toda a enchente de emoções pela qual Taylor passava, ele foi capaz de controlá-las e agir com serenidade. Depois de intubar o homem e estabilizar o quadro dele, o médico revela que nunca mais o viu.

Para ele, a mensagem que fica desse episódio é que os profissionais estarão sempre prontos para dar o melhor tratamento, não importando quem a pessoa seja.


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