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Médico russo assassinou mulher ao descobrir que ela era trans durante sexo no primeiro encontro

Foto: Reprodução
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O caso chocou a população mundial, principalmente pelos requintes de crueldade que Mikhail, à época com 27 anos, demonstrou.

O Dossiê dos Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras de 2021 mostra que, ao menos, 72% dos casos de assassinatos de pessoas trans foram executados com requintes de crueldade. O uso excessivo da força e a associação do crime com mais de um método e outras formas brutais de violência constituem-se numa das principais características observadas.

No Brasil, os dados mostram que 96% dos crimes foram cometidos contra pessoas que expressam o gênero feminino, incluindo os assassinatos de profissionais do sexo travestis e mulheres trans. Os requintes de crueldade denotam a transfobia, que normalmente ocorre depois de um envolvimento sexual.

Mas isso não acontece apenas aqui no país, no mundo inteiro as mulheres transgênero sofrem com a violência e os crimes de ódio. Um caso que aconteceu em 2019, na Rússia, e chocou a população do mundo inteiro, envolvia um médico de 27 anos e uma jovem de 25. Mikhail Tikhonov e Nina Surgutskaya se encontraram em uma noitada em abril daquele ano, em Kursk, e depois de algumas bebidas, foram para o apartamento da mulher.

Eles tomaram mais algumas bebidas, de acordo com o tabloide britânico The Sun, e estavam começando a se relacionar sexualmente quando o médico percebeu que a jovem tinha passado por uma cirurgia de redesignação de sexo. Segundo depoimento do homem, “ela tentou continuar o ato, mas ele colocou as mãos em sua garganta, estrangulando-a” na própria cama.

O que acontece posteriormente é ainda pior e denota os requintes de crueldade ressaltados no Dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Mikhail explicou aos policiais que queria se livrar do corpo, e para esconder o crime, desmembrou o cadáver da jovem no banheiro da casa dela.

Algumas partes ele jogou no vaso sanitário, enquanto outras ele optou por colocar no forno, “para evaporar o excesso de líquido”. Os tabloides imediatamente passaram a anunciar que ele poderia ser um canibal, mas ele negou às autoridades que esse era seu plano, e disse que a carne cozida também foi jogada no vaso sanitário.

A cabeça e os membros de Nina foram colocados em uma mala, que ele levou para o seu apartamento, segundo consta no boletim de ocorrência. A mãe da jovem notou o seu desaparecimento e acionou a polícia, que conseguiu chegar ao médico, deparando-se com uma cena terrível.

Mikhail tinha jogado sal na cabeça de Nina “para tirar o cheiro” e ainda relatou que “não teve tempo de se livrar dessas partes do corpo quando foi pego”. Como ele tinha conhecimento das técnicas de desmembramento por conta da profissão, sua pena foi agravada, chegando a 20 anos por assassinato, mutilação e ocultação de cadáver.

A polícia da Rússia registrou a jovem como mulher em seus documentos médicos, respeitando não apenas sua identidade, mas também sua história, principalmente por conta dos horrores que passou com Mikhail, quem todos acreditavam ser uma boa pessoa. Como o país possui uma comunicação restrita com o exterior, nenhuma outra informação acerca do caso foi relatada pela mídia internacional.

Naquele mesmo ano, a polícia enfrentava uma série de crimes bizarros, envolvendo desmembramento, principalmente entre casais. Não ficou claro se os casos estavam relacionados ou se as pessoas se conheciam, fazendo parte de um mesmo grupo que trocava informações sobre o assunto.

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