Comportamento

Médicos aposentados oferecem atendimento gratuito para quem não pode pagar

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Os cuidados médicos são imprescindíveis para qualquer humano que precisa de atendimento e medicação várias vezes ao longo da vida. A saúde é um direito básico de cada cidadão, já que sem ela é praticamente impossível viver bem.



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988, quando a nova Constituição Federal declarou que era dever do Estado fornecer atendimento médico gratuito aos cidadãos do país. Sendo considerado um dos melhores e mais amplos sistemas públicos de saúde do mundo, mais de 70% da população recorre a ele quando precisa.

A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que sete a cada dez brasileiros dependem integralmente do SUS. É importante salientar que o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus só não foi pior graças ao aumento de 400% nos leitos de UTI, além da campanha de vacinação.

A Itália foi o primeiro país da Europa a classificar a saúde como um direito universal, e se orgulha do seu sistema de saúde. Chamado de Servizio Sanitario Nacionale (SSN), ele se baseia em três princípios fundamentais: universalidade, igualdade e justiça, muito parecido com o nosso SUS.


Uma das principais diferenças em relação ao nosso SUS está justamente no chamado “ticket sanitário”, criado no fim da década de 1980 e início da década de 1990 para viabilizar a atuação do Estado diante da crise da época. As consultas médicas são gratuitas no país, assim como a maioria dos remédios prescritos, mas é preciso pagar um valor ao Estado com os tickets, além dos impostos já recolhidos.

Como mais de 20% da população do país é composta por idosos, grande parte dos cidadãos, de acordo com o jornal “Valore”, acaba adiando seus procedimentos de saúde de rotina, muitos porque não conseguem arcar com os tickets sanitários, que podem passar de R$ 250 cada um. Foi pensando nisso que a clínica Autogestione Servizi (Auser) foi criada em Borgomanero, na província de Novara, oferecendo atendimento gratuito a quem precisa.

A clínica foi fundada com uma equipe de 23 especialistas aposentados, além de enfermeiros e psicólogos, que se dedicam a atender idosos, refugiados e outras pessoas em situação de vulnerabilidade social que não conseguem ter acesso ao SSN. De acordo com informações locais, a espera pelos exames não é longa e o local é financiado por doadores privados.

A Auser oferece 17 especialidades médicas, como cardiologia, dermatologia, clínica-geral, neurologia, ortopedia e pediatria. Exames como ultrassonografia e eletrocardiograma também são realizados no local, que tenta oferecer o máximo de exames básicos sem que os cidadãos ou estrangeiros precisem pagar nada.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/ Simone D’Angelo.

Inspirados na Auser, foi criado também, em 2018, o projeto Ambulatorio Odontoiatrico Diffuso, que oferece tratamento odontológico gratuito ambulatorial por indicação dos serviços sociais locais. A dificuldade da população em acessar serviços básicos faz com que muitos se sintam impelidos a postergar tratamentos médicos ou mesmo se medicar.

O atendimento em ambas as clínicas acontece todos os dias da semana, no período da manhã, e é preciso apenas ligar com antecedência para agendar o horário. A equipe médica afirma que são mais de mil pacientes atendidos por ano, e explica que o local funciona graças a doações.

A saúde é um direito de todos, mas essa não é a realidade quando pessoas em vulnerabilidade social precisam com urgência de tratamento médico. Muitos imigrantes não conseguem ter acesso ao SSN, e passam por sérias dificuldades, necessitando de atendimento emergencial, em alguns casos, e o encontram em iniciativas como essa.


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