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Médicos devem prescrever uso regular de vibradores para mulheres, dizem pesquisadores americanos

Foto: Unsplash
capa vibrador

Pesquisadores do Cedar-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, afirmam que médicos deveriam prescrever o uso regular de vibradores para suas pacientes mulheres.

Em artigo publicado recentemente na revista The Journal of Urology, a equipe concluiu que a prática comprovadamente traz benefícios médicos, como melhora na saúde do assoalho pélvico, redução da dor vulvar e melhorias na saúde.

Diversas pesquisas já haviam indicado os impactos positivos da masturbação feminina frequente na saúde física e mental. Entretanto, haviam poucas informações sobre o uso de vibradores como auxílio à masturbação e se eles têm impactos positivos na saúde. para averiguar essa questão, eles revisaram bancos de dados de estudos sobre o assunto.

Foram encontrados 558 artigos, mas apenas 21 foram incluídos no estudo por se adequarem em todos os critérios estabelecidos pelos pesquisadores.

Em sua análise, os pesquisadores encontraram evidências de uma série de benefícios do uso regular do vibrador, incluindo melhora na saúde do assoalho pélvico, redução da dor vulvar e melhorias na saúde sexual geral.

Eles também encontraram casos de uso regular de vibradores levando a melhorias na incontinência urinária, juntamente com aumento da força muscular do assoalho pélvico.

De acordo com a equipe, liderada pela pesquisadora Alexandra Dubinskaya, usar vibrador durante a masturbação reduz o tempo que uma mulher leva para atingir o orgasmo e também ajuda a alcançar orgasmos múltiplos, o que contribui para a redução do estresse e melhora na saúde sexual geral, segundo informações de outros estudos.

Diante disso, os pesquisadores concluem que os vibradores podem e devem ser considerados dispositivos terapêuticos, não apenas brinquedos sexuais.

Eles sugerem que é hora de especialistas em medicina pélvica feminina, cirurgia reconstrutiva e até mesmo médicos em geral começarem a prescrever vibradores para suas pacientes.

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