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Meditação – uma terapia para gente de todos os credos e crenças:

Feita com regularidade, a prática pode aliviar o estresse, a ansiedade e até a própria dor crônica; Saiba como tornar seu cérebro uma “máquina” mais eficaz e potente com a meditação.



por Sabrina Lima

Muitas são as pesquisas que apontam os benefícios da meditação sobre condições crônicas comuns no nosso dia a dia, como o estresse, a ansiedade e a dor. O que se tem observado, é que meditar pode ser uma potente ferramenta para melhorar a autorregulação corporal e cerebral, melhorando a concentração, o raciocínio lógico e o equilíbrio emocional.

E, ao contrário do que muita gente pensa, a meditação não tem um caráter religioso e pode ser praticada por gente de todos os credos e crenças.


Nos casos de dor, esses benefícios são importantes porque a dor não é apenas uma sensação física. Na dor, várias áreas cerebrais são ativadas, além daquelas diretamente envolvidas na percepção do estímulo doloroso. Por essa característica dizemos que a dor possui um componente afetivo-comportamental, sobre o qual a meditação poderá atuar.

Além de agir sobre essa autorregulação, a meditação pode melhorar as conexões cerebrais. A “substância branca” do cérebro (nome dado para a parte do neurônio responsável pela transmissão do impulso nervoso) apresenta melhora na sua morfologia, chegando até a se mostrar mais espessa. O resultado dessas alterações, acreditam os cientistas, pode ser a melhora subjetiva da dor.

Ou seja, mesmo que os estímulos dolorosos sigam os mesmos e com a mesma intensidade, o cérebro de quem medita será capaz de controlar melhor o componente emocional da dor ou, em termos científicos, sua parte afetivo-comportamental.

Dessa forma, a pessoa consegue mudar a maneira como interpreta o incômodo. Em outras palavras, a pessoa continuará recebendo os sinais dolorosos, mas eles não incomodarão da mesma forma, nem estarão relacionados às mesmas emoções negativas. Isso reduzirá o sofrimento e os impactos negativos por ele causados.


Em síntese: O cérebro de meditadores se torna uma “máquina” mais eficaz e mais potente!

Calcula-se que essas mudanças estruturais e funcionais no cérebro possam ser percebidas após um período de uma hora e meia em estado meditativo. Boa notícia não é mesmo?

Para usufruir de todos esses benefícios, porém, alguns cuidados são importantes. A prática meditativa deve ser feita de maneira consciente. O excesso de expectativas criadas sobre seus efeitos e sensações pode acabar prejudicando os resultados, pois a pessoa não conseguirá entrar de fato em estado meditativo.

Sabe aquela imagem do cachorro correndo atrás do próprio rabo? Seria mais ou menos isso: a pessoa se torna tão obcecada por meditar que essa obsessão a impede de encontrar o equilíbrio necessário para a meditação.


Outra questão importante é em relação aos resultados: as mudanças morfológicas, como vimos, podem começar a surgir em poucas horas. Entretanto, os estudos mostram que quanto maior o tempo de prática, melhores são os resultados.

Então, lembre-se: durante a meditação, concentre-se apenas em fazer com que a mente se torne não reativa frente aos acontecimentos e se mantenha focada. Esse é o grande e verdadeiro desafio!

Ficou com vontade de experimentar?

O video abaixo ensina os primeiros passos para meditar. Como vocês verão, está ao alcance de todos!


Via: Chega de Dor

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