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Medo é ilusão e amor é a tradução do sublime. Amor é prece. Medo é crime.

O medo é um companheiro fiel, aquele que não paga aluguel, mas se instala em sua mente desde a infância.

Ele é como aquele casaco que não lhe cai bem, mas você deixa no armário porque, de vez em quando, usa para se proteger do frio que está fazendo lá fora, para dar-lhe conforto a qualquer hora, em meio a uma chuva de possibilidades boas.


Você quer se arriscar mas tem medo de cair, de se machucar, de rirem do seu tombo, de não ter uma mão amiga que o ajude a levantar e recomeçar. Você veste o casaco (do medo) e assim não desnuda sua alma e nega uma viagem, um novo emprego, aquele relacionamento com a pessoa que você sempre sonhou; você recusa qualquer mudança em sua vida e, às vezes, boicota sua felicidade por uma simples razão: o medo. Um medo frio, calculista incapaz, porque só calcula os riscos e prejuízos, jamais as boas probabilidades.

O medo tem muitos nomes, substantivos, adjetivos, pronomes. Crescemos com ele, somos educados com ele.

Nossos pais e ancestrais nos transmitem cuidados, recomendações, conselhos, sempre com a melhor das intenções. E a gente, mesmo que por costume, segue, mas chega um momento em que precisamos nos despedir desse hóspede indesejado que já ficou tempo demais nos impedindo de viver, desviando-nos de aventuras que poderiam ter sido nossas melhores escolhas de vida.

Eu também sinto medo, de vez em quando, mas vou em frente, com ou sem ele.  Preciso saber que tudo posso superar, que não existe espaço ou lugar, vazio, incompletude que me cale, frieza que me abale.


Preciso viver e vida é ânsia de descobertas, é um poço dos desejos que transborda em possibilidades concretas, todas ao alcance de minha mão e lado a lado com meu sentimento.

Preciso enxergar sempre novos rumos, novas soluções para velhos problemas e já comprovei que, na maioria das vezes, nossos medos são infundados.

Vá com decisão e enfrente o leão. Ele, com o susto, vai se transformar num dócil gatinho e vai se deitar em seu peito, ronronando de prazer e submissão.


Um pouco de cuidado, em tudo na vida, é bom. Pensar em se proteger, evitar situações de risco extremo, também é aconselhável, mas fazer do medo uma desculpa para não viver é como estar em uma festa, ouvindo o som da música, sentindo a alegria das pessoas, mas do lado de fora, com a porta trancada.

Viver já é um risco, então não tenha medo de ir em busca de suas realizações.

Você e eu, nós todos, precisamos ter coragem, ousar, tentar e insistir na busca de nossos objetivos, planos ou sonhos.

Não se deixe paralisar pelo medo, porque a única verdade é que você pode realmente conseguir o que quiser, você tem a capacidade de atrair para sua vida tudo o que mentalizar e sentir que merece.

Tudo lhe pertence e está à espera do seu reconhecimento. O desejo é a maior força criadora que existe! Deseje sem limites, porque o todo estará ao seu alcance, se você acreditar nisso. O medo é só um subterfúgio para enganar você. Passe como um trator por cima dele, não o escute, não compactue com essa crença no negativo.

Seja positivo, vibrante, animado, amante! A vida sempre lhe fará um agrado, levar ao cúmulo da felicidade, basta você ter coragem. Seja um herói de sua própria história. Em glória! Ame. Ame muito cada momento, pratique a gratidão a tudo o que você tem ou que se apresenta no momento e o universo sempre dará a você muitos motivos mais para agradecer.

Quando você se sentir pleno com a energia sublime do amor, o medo não conseguirá entrar em sua alma, não conseguirá influenciá-lo, porque são energias opostas.

Medo é ilusão e amor é a tradução do sublime.  Amor é prece. Medo é crime.

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Direitos autorais da imagem de capa: vadymvdrobot / 123RF Imagens





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