publicidade

Meio ano se foi…

Julho de 2017. Pouco menos de cento e oitenta dias desde que você pulou sete ondas, comeu doze uvas, propôs a si mesmo mudar, fazer ginástica, seguir fielmente uma dieta, buscar novas metas, começar nova vida. E aí, qual o saldo de hoje?

Se você olhar para trás e fizer um acerto entre o que foi prometido e o que foi cumprido, em qual trecho da estrada você está? Copo meio cheio ou meio vazio? Balança equilibrada ou totalmente louca, desvairada?



O que torna tão difícil o cumprimento de promessas e resoluções de ano novo? Qual a decisão consciente de fim de ano que você não está conseguindo concretizar? Qual a desculpa que está dando para si mesmo a fim de justificar o injustificável? Não ter tempo? Pouco dinheiro? Não ter com quem deixar as crianças? Nada disso é real. São normalmente as desculpas mais citadas e as mais fracas também.

Pedro Bial escreveu  “Não existe falta de tempo, existe falta de interesse. Porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia. Quarta-feira vira sábado e um momento vira oportunidade”. O mesmo se dá com as resoluções de ano novo.

Pare para analisar. O que você prometeu – fazer ou não fazer – era de vital importância? Por qual motivo que nem mesmo se lembrar de tentar o prometido você deu conta? A meu ver era mais uma das inúmeras decisões pouco refletidas que tomamos em dezembro, ano após ano, e  que no dia dois de janeiro somos incapazes de recordar o porquê de termos tomado aquela decisão.


Por que só em janeiro? Por que ano seguinte? Aproveitando licenças poéticas, como canta Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Julho de 2017, seis meses para o prazo acabar. Cinco, melhor dizendo. Dezembro já nem contará mais. Dezembro é o mês de se começar a fazer projetos para 2018, sem haver fechado o balanço de 2017. Sem o cumprimento de boa parte das resoluções de 2016, 2015 e, sem dúvida, para muitos, de alguns anos anteriores.

Uma boa resolução não deve ser  para o ano novo e sim para a vida. E, inicialmente, consiste em parar de nos enganar.

Seria, por exemplo, começar a dieta agora e não apenas na segunda-feira da próxima semana. Até para não haver tempo ao nosso cérebro de arranjar novas desculpas. Decisão tomada, dá-se início ao plano. E boca fechada.

É começar a trabalhar as ferramentas que se tem à disposição para alcançar a meta. Nem que seja criar uma tabela para dispor o projeto. Sim, projetos precisam de papel. De estruturação. De planejamento.  Não ficar estacionado no mundo dos sonhos impossíveis.


O primeiro passo, dizem, é o mais difícil. Sempre. A caminhada poderá ter diferentes níveis de dificuldade, mas a largada já terá sido dada. Sem esquecer jamais que as resoluções que tomamos são para mudar a nós mesmos. E não o contrário.

Nunca mudar o mundo para mudar a nós mesmos. Lembrando que as resoluções são pessoais, íntimas, e como diz Renato Russo: “Que mentir para si mesmo, é sempre a pior mentira…”

_________

Direitos autorais da imagem de capa: zaikina / 123RF Imagens

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.