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Melhor estar sozinho do que mal apaixonado

melhor estar sozinho do que mal

“Na realidade, ninguém sabe se é bom ou ruim se apaixonar. O amor se sente com toda sua expansão e cega tristeza, até que o sofrimento se torne esse companheiro diário com o qual jamais deveríamos nos acostumar …”



Podem escrever muitas coisas sobre o amor. Todos conhecemos os famosos manuais, temos lemos mais de um livro de autoajuda escritos por eminentes especialistas, por gurus que parecem ter o melhor conselho para qualquer problema emocional.

Então, por que razão continuamos a cometer erros em muitos de nossos relacionamentos? A verdade é que ninguém está imune ao sofrimento. Nem mesmo o cérebro, com todo o seu conhecimento e experiência domina completamente as rédeas do coração.

“Muitas vezes nos dizem “se você se entregar completamente a essa pessoa, só poderá amar de novo em pedaços.” No entanto … como iremos nos oferecer a quem amamos se não for com todo o nosso ser, com toda a nossa plenitude, imensidão e peculiaridades?”


O amor verdadeiro não é oferecido em pedaços. É oferecido de forma íntegra, completa, porque amamos de maneira completa, com sinceridade … e talvez seja aí onde o risco real aparece.

Nesta vida nada é certo, andamos sobre um mundo que nunca para de fluir e mudar. Onde as pessoas, assim como sentimentos, também são falíveis. No entanto, uma coisa devemos sempre manter clara …

Não tenha medo da solidão, não veja isso como uma má opção. Às vezes é melhor estar em união com nós mesmos e afastados dos maus amores. Às vezes é melhor estar sozinho do que mal apaixonado …

Esses maus amores, esses amores ilógicos que nos fazem prisioneiros


Há amores sábios, amores plenos que nos enriquecem e tornam nossa vida mais completa e edificante. São essas relações onde ambos os parceiros respeitam seus espaços, onde o crescimento individual é possível e, consequentemente, o crescimento do casal.

Alguns devem estar se perguntando … mas realmente existem tais relações? Claro. Essa busca pode levar meia-vida, ou você pode ter a pessoa certa perto, mas ainda não viu. No entanto, todos nós temos o nosso momento, onde seremos capazes de ver com o coração aberto e mente desperta.

O que acontece e nos faz, por vezes, viver esses amores prejudiciais e ilógicos? A verdade é que há muitas explicações, mais isso não nos impede de passar por essas situações novamente.

Porque é isso, o amor às vezes nos cega e nos carrega. Não importa o que você digam as pessoas ao nosso redor. Nossa realidade é nossa e nos deixamos levar, até que chega um momento em que, de fato, abrimos os olhos …


Agora vamos ver a que esses eventos são devidos, que nos fazem entrar em relacionamentos tão prejudiciais.


Necessidade de reconhecimento

De repente, aparece alguém que reconhece nossas palavras, que é simpático e interessado ​​no que fazemos e dizemos. Nos tornamos o centro da vida de outra pessoa, da noite para o dia, e isso nos faz sentir bem.


Geralmente, as pessoas com baixa autoestima são as que mais entram nessas relações, às vezes tão destrutivas.

Todos temos alguma carência, e o simples fato de ter alguém que no primeiro momento preenche essas lacunas é algo que conforta. No entanto, na maioria das vezes é meramente uma ilusão.

A longo prazo, estes amores prejudiciais criam mais espaços, mais vazios e mais estilhaços.



Medo da solidão

Você pode se surpreender, mas o título deste artigo não seria aplicável a um monte de gente. Algumas pessoas não “concebem” o que é estar sozinho. A solidão é um fracasso vital e, por sua vez, um embaraço para a própria sociedade.

As relações, ainda que sejam destrutivas e violem seus direitos como pessoa, se ascendem por sua vez como uma “zona de conforto”, muito mais gerenciável do que o que está por trás dessa linha de “segurança” (ou destruição).



Os velhos estereótipos …

Este aspecto também pode surpreender, mas ainda hoje há quem assume essas ideias controversas de que “no amor, se não sofrer não ama de verdade”, “amor é ceder para fazer a outra pessoa feliz”,”nesta vida o mais forte é aquele que mais aguenta, que mais sofre…”

Devemos banir muitas dessas ideias do amor romântico, onde esses papéis tradicionais de submissão e dominação estão implícitos, onde quem mais ama é quem da mais presentes … Temos de ter cuidado com esses conceitos que ainda estão muito presentes em nossa sociedade.

 


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Traduzido pela equipe de O Segredo

Fonte: La Mente es Maravillosa


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