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Melhor que um relacionamento sério, é um relacionamento saudável!

O campo afetivo é uma das áreas de maior interesse das pessoas. E também uma das áreas de maior sofrimento. É contraditório que a busca pelo amor, cause tanta dor. Mas não são nem os relacionamentos em si, muito menos o amor, que nos fazem sofrer. É nossa forma equivocada em lidar com nossos próprios sentimentos, e por consequência as relações amorosas.



Todo ser humano tem em sua natureza a necessidade de se relacionar. Contudo poucos sabem o que é uma relação e menos ainda aqueles que se perguntam “como” estão se relacionando.

Nossa sociedade ainda cobra muito que as pessoas estejam se relacionando com alguém, que elas tenham um namoro. É muito comum uma pessoa ver alguém que não esteja namorando e logo dizer: “Não desanime, você está sozinha, mas logo vai encontrar alguém.”

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O que não se percebe é que as pessoas solteiras não estão sozinhas. Elas estão consigo mesmas. Elas podem até ter alguém, mas isso não significa que precisam ter alguém. Estar solteiro não é estar em estado de abandono ou desprezo como se ninguém o quisesse. É uma opção. Pois, estar solteiro é também um meio de se relacionar, muitas vezes bem mais sadio do que estar diretamente com alguém.

Nós sempre estamos nos relacionando com os outros. Somos seres humanos, cercados por pessoas, convivendo nos mais diversos meios sociais. É impossível não se relacionar.

Os relacionamentos amorosos são apenas um entre vários meios de nos relacionarmos. O fato de nos envolvermos com alguém nessa área não significa que deixamos de estar sozinhos, no sentindo que continuaremos a viver conosco em nosso mundo interior. Não vamos deixar de ser uma individualidade, por termos nos aprofundado no convívio com alguém. Um casamento, um namoro, um convívio não transforma dois seres em um só, ele só estabelece uma relação mais direta, íntima e que funciona por trocas de sentimentos e afetos. É a escolha de se ajudar mutuamente, e não de transformar o outro no espelho dos nossos próprios desejos, necessidades e carências.


Por isso precisamos repensar e tentar compreender que tipo de relacionamento queremos ter, ou estamos tendo. Pois estar com uma pessoa é bom só quando isso nos faz bem. Estar em um relacionamento sério, estável, instável, aberto, ou consigo mesmo não interessa. O que importa é que estejamos em um relacionamento saudável.

No jogo das relações o amor pelo outro é importante, mas vale lembrar que o amor por si é indispensável e fundamental.

É por amor a si mesmo que você procura uma relação. Porque você sente a necessidade de amar, de expressar seus sentimentos, e te ter alguém que te ame e te trate bem.

Porém, se você vive um tipo de relação que só te faz sofrer, você não está amando, está sofrendo de uma verdadeira doença sentimental. Está se deixando invadir por um tumor emocional que te impede de viver o melhor da vida que é o amor.

Pois, um relacionamento saudável é aquele que te eleva, que te faz crescer, que te valoriza e faz você buscar o melhor de si. É aquele que não te muda, te transforma, mas não em uma figura oposta aos seus gostos e temperamentos. Ele te transforma na sua melhor versão, trazendo aspectos e dons que haviam dentro de você e que você nem sabia que tinha. Um relacionamento saudável não te faz sentir-se um lixo, não te esquece em um canto, não te chama só quando precisa, não faz você abrir mão de seus sonhos, e principalmente… um amor saudável não te machuca!

Se você se permite viver algo que fuja disso, que te maltrata e que te traz dor, tenho que te dizer que você não precisa do amor dos outros. Você precisa é exercitar o seu amor por si.

Quem tem amor por si não se permite ficar por muito tempo em uma situação que lhe cause mal. Quem se ama não permite que alguém o ame menos, não se sujeita a qualquer coisa por migalhas sentimentais dos outros. Quem se ama se coloca em primeiro lugar e sabe que merece o melhor.

É claro que um relacionamento pode ser conturbável. Somos seres aprendendo a amar. E todo aprendizado é saudável. Contudo, uma coisa são situações difíceis que o casal enfrenta, outra, é quando um dos parceiros é a própria situação difícil.

Viver um relacionamento tóxico como esse, sob a desculpa que ali existe amor, é na verdade ter a falta de coragem de se enfrentar e de se amar.

Quem é você pra você?

Um nada? Um Zé Ninguém que qualquer um pode pisar e maltratar? Um ser horrível que não merece algo melhor?

É como disse Stephen Chbosky em As Vantagens de Ser Invisível: “Cada uma aceita o amor que acha que merece.”

Que tipo de amor você pensa merecer? – Pois é exatamente esse que você tem.

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Por isso o mais importante num relacionamento não é a beleza, o status, a situação financeira, o sexo. Não importa se seu relacionamento é consigo ou com outra pessoa. O importante é te faça bem.

Que na sua vida sentimental sempre conste que você esteja em um relacionamento saudável.

Pois quem aceita lixo na sua vida, é porque se trata como lixeira.

Alexandro Gruber

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