Comportamento

Menina de 7 anos ficou traumatizada por ter cabelo cortado à força na escola, sem permissão dos pais

Jurnee passou pela mesma situação duas vezes: uma colega da escola cortou seu cabelo, no ônibus escolar, e dois dias depois, a professora da biblioteca fez o mesmo.



Um caso tem provocado revolta em Michigan, nos Estados Unidos, nos últimos dias. Uma menina de 7 anos teve seus longos cabelos crespos cortados bem próximo da raiz, por uma funcionária da escola que frequenta. Os pais estão revoltados com o acontecimento que, além de traumatizar a criança, foi feito sem o consentimento deles.

Jurnee, aluna da primeira série da escola Ganiard Elementary, já havia passado por uma experiência semelhante dois dias antes, 24 de março, quando uma colega cortou um lado de seu cabelo, dentro do ônibus escolar. Quando chegou em casa, a família ficou surpresa com o que tinha acontecido, mas Jimmy Hoffmeyer, pai da menina, levou-a direto ao salão e deixou que escolhesse um novo visual.

Em reportagem para o The Black Wall Street Times, o pai revela que conhece a sociedade atual e que jamais deixaria sua filha ir para a escola com apenas um lado do cabelo cortado. Mesmo chateada, a menina ficou animada quando escolheu um novo corte de cabelo. O pai entrou em contato com a escola e pediu que eles tomassem uma providência, não deixando que a menina se sentasse mais ao lado de Jurnee.


Apenas dois dias depois, em 26 de março, a filha chegou em casa aos prantos. O pai, abalado, não consegue descrever a sensação ao ver a expressão da menina naquele momento.

Os cabelos de Jurnee haviam sido cortados próximo ao couro cabeludo, e Jimmy perguntou se havia sido a colega da escola a responsável, mas sua filha explicou que a professora da biblioteca havia feito aquilo.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Jimmy Hoffmeyer.

Indignado, o pai foi imediatamente à escola, mas se deparou com a instituição fechada, por isso decidiu ir à delegacia. Entrou em contato com Kriten Jacobs, professora de Jurnee, para explicar que estava registrando um boletim de ocorrência.


Apenas alguns minutos depois, a secretária da diretora entrou em contato dizendo que não acreditava no que havia acontecido com a pequena, mas que a diretora só estaria disponível uma semana depois, já que estavam no feriado de primavera.

Assim que o feriado acabou, Marcy Stout entrou em contato com Jimmy, pedindo-lhe desculpas em nome da instituição, e disse que não entendia por que Kelly Mog, a professora da biblioteca, teria feito algo do tipo. A superintendente da escola ligou para o pai, mas foi extremamente insensível, chegando a perguntar se ele queria que os professores enviassem cartões pedindo desculpas a Jurnee.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Jimmy Hoffmeyer.

A única coisa que Jimmy queria era manter sua filha o mais distante possível da escola e de todos os que a agrediram. A diretora, a superintendente e professores tentaram convencer a família a manter Jurnee na escola, e afirmou que a menina estaria segura, inclusive se oferecendo para segui-la para garantir que nada lhe acontecesse.


Jimmy exige justiça pelo que aconteceu à sua filha, e afirma que o fato reflete diretamente o posicionamento supremacista branco paternalista das instituições, já que ele é negro.

As pessoas que cortaram o cabelo de Jurnee o fizeram porque simplesmente são racistas, inclusive a escola não deu acesso às filmagens do incidente do ônibus escolar, dizendo que não havia nada para ver.

O distrito não apoiou a família, mas a União Nacional de Pais decidiu se juntar à causa, lançando a hashtag #JusticeForJurnee (Justiça por Jurnee, em inglês). O diretor de Políticas e Legislação do grupo afirma que nenhuma criança deve passar pela humilhação dessa menina, por conta da textura, estilo ou tipo de cabelo. Acrescentou que os adultos, encarregados de seu aprendizado e proteção, ultrapassaram todos os limites.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Jimmy Hoffmeyer.


A pequena Jurnee mudou de escola, mas apresenta traumas do terrível incidente, ficando sem comer, tendo problemas para dormir e pedindo para estar sempre próxima dos pais. A criança começou a fazer terapia, e Jimmy finaliza dizendo que tudo isso aconteceu porque os cabelos da filha não estavam dentro dos padrões dos outros.

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