Comportamento

Menina de cabelo crespo é impedida de assistir à aula. Alegaram que “bloqueava a visão da lousa”

A estudante foi impedida de assistir às aulas por conta do seu cabelo, então a família tomou uma atitude. Confira o caso!



Ruby Williams, uma estudante de Londres, passou por algumas experiências negativas na sua escola por causa do seu cabelo crespo.

Segundo contado em matéria da BBC, a menina foi repetidamente mandada embora da escola para casa, aos 10 e aos 11 anos, porque descumpria as normas da instituição, que diziam que “o cabelo estilo afro deve ser de tamanho e comprimento razoáveis”.

Ela ainda ouviu que seu cabelo era “grande demais” e “atrapalhava os alunos e bloqueava a visão da lousa”. A situação de desconforto fez com que a menina desenvolvesse sinais de depressão e tivesse ansiedade quando ia ao local.


Ruby tinha medo de ser chamada à atenção pelos professores na frente dos colegas, e revelou que sentia que, sempre que entrava na escola, todos a olhavam. Ela ainda tentou usar diferentes estilos de penteados, como tranças profissionais, rabos de cabelo e alisamento com gel, mas todos esses procedimentos tinham um custo muito alto e podiam danificar os seus fios.

Direitos autorais: arquivo pessoal.

A menina perdeu a paciência depois de uma professora tentar colocar a própria faixa em seu cabelo, e disse que poderia mandá-la embora porque isso não era certo, questionando o porquê de cortar o seu cabelo, sendo que havia alunos com cabelos até os quadris na escola.

A Comissão de Igualdade e Direitos Humanos tentou uma ação de discriminação racial contra a escola em nome de Ruby, mas depois de anos de atraso, Kate Williams, mãe da menina, e a família, decidiram fazer um acordo fora do tribunal.


Como resultado, a menina recebeu £ 8.500 (equivalentes a atuais R$ 60 mil). No entanto, a escola não assumiu nenhuma responsabilidade, afirmando que “reconhece e celebra a diversidade em todas as oportunidades”. A escola não assumiu qualquer responsabilidade, então o acordo foi feito pelo Conselho Diocesano de Escolas de Londres.

Direitos autorais: arquivo pessoal.

Mesmo recebendo cartas de um clínico-geral e psicólogo, avisando que a menina estava sofrendo por conta da política da escola, a instituição não lhe ofereceu apoio e disse que é “impossível” falar sobre ex-alunos.

Ruby, que já está cursando o ensino superior e se sente mais confiante com o próprio cabelo, disse à Radio 1 Newsbeat que deseja que as escolas do Reino Unido tenham “melhores diretrizes sobre sua política de uniformes, para que as pessoas não sejam discriminadas quando entram na escola”.


A escola é um lugar de aceitação e aprendizado, onde todos devem sentir-se à vontade. Torcemos para que casos como esse se tornem cada dia menos comuns.

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