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Menina que fez transição de gênero aos 13 anos se arrepende: “Não transicione seus filhos”

Foto: New York Post/ Twitter
Capa facebook Menina que fez processo de transicao de genero aos 13 anos se arrepende Nao transicione seus filhos

A garota passou pela transição de gênero, mas se arrependeu quando se olhou no espelho e não se reconheceu!

A transição de gênero, segundo o Veja Saúde, acontece quando um indivíduo não se identifica com o gênero com o qual nasceu. Quando isso acontece, inicia-se uma longa e difícil jornada pela qual a pessoa busca se transformar no realmente é, podendo levar a cirurgias, procedimentos e acompanhamento especializado de médicos.

Segundo o DailyMail, aos 17 anos, Chloe Cole se arrependeu e reverteu sua transição para voltar a ser menina. Quando tinha 12 anos, ela percebeu que era transgênero, porém somente aos 13, contou aos pais e começou a tomar bloqueadores hormonais, e fez uma cirurgia irreversível que danificaria seu corpo, segundo ela. A transição médica aconteceu entre os 13 e os 16 anos, que envolveu mastectomia dupla, ou seja, removeu as mamas.

Aos 16 anos, Chloe percebeu que havia cometido um erro, pois há risco de a cirurgia de transição de gênero tê-la infertilizado, além de incapacitá-la de amamentar, por causa da mastectomia. Outra queixa da jovem é sua sensibilidade ao câncer graças ao tratamento invasivo por causa da mudança de gênero.

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Direitos autorais: Reprodução / New York Post

Desde o início do ano, os direitos da comunidade LGBTQI+ têm sido pauta de debate em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos, quando a questão foi colocada em discussão com a chamada lei “Don’t say gay” (“Não diga gay”, em tradução livre), que foi criada por políticos conservadores da Flórida. Então, em junho, o governador Ron DeSantis proibiu terapias de transição em crianças e revogou o apoio do Medicaid — programa de saúde social dos EUA para famílias e indivíduos de baixa renda — para tratamentos de adultos trans no estado.

Em depoimento na Flórida, sobre reembolsos feitos para aqueles que procuram terapia hormonal, Chloe revelou o trauma da transição de gênero quando criança. Conforme o Daily Mail, ela falou que nenhuma criança deveria ter de experimentar o que ela viveu, além disso os terapeutas teriam dito antes da transição que ela não entendia os processos.

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Direitos autorais: Divulgação / Florida Department of Health

Inconscientemente, a menina falou que estavam cortando fisicamente o seu verdadeiro “eu” do corpo, e que essa percepção foi uma das coisas que a fizeram perceber que esse não era o caminho a tomar. Sobre um conselho para as famílias que lidam com a transgeneridade dos filhos, Chloe orientou-as a não transicioná-los.

Segundo o New York Post, Chloe Cole contou que entrou no Instagram aos 11 anos e começou a ser exposta a diversos conteúdos e ativismo da comunidade LGBTQIA+. Vendo como as pessoas trans recebiam elogios e apoio na rede social, ficou impressionada, pois não tinha muitos amigos na época.

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Direitos autorais: Reprodução / New York Post

Para ela, seu corpo não combinava com os padrões de beleza da sociedade, então começou a se perguntar se havia algo de errado consigo. Não se achando suficientemente bonita para ser uma menina, a saída foi trocar de gênero. Chloe ainda conta que, no fundo, ela queria ser bonita o tempo todo, mas isso é algo que a manteve reprimida dentro de si.

Seu processo de transição foi muito rápido, e quando deu por si, estava no hospital, com o rosto e o corpo completamente diferentes, por causa da testosterona, hormônio masculino que alterou sua estrutura óssea.

Ainda segundo a menina, parecia infeliz e mal conseguia se olhar no espelho nessa época sombria de sua vida.