Comportamento

Menina teve cabelos raspados e foi hospitalizada após cabeleireira fazer progressiva sem autorização

O pai Flávio deixou a filha para fazer uma hidratação no salão de beleza, mas quando voltou percebeu que a cabeleireira estava fazendo uma escova progressiva na menina de apenas 9 anos.



De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de alisantes em crianças é proibido, sendo que não existe nenhum produto destinado ao público infantil. Todos os produtos para alisamento dos cabelos são destinados a adultos, já que modificam a estrutura química dos fios que relaxam, alisam ou ondulam.

Ainda segundo a Anvisa, os produtos podem causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, os fios podem quebrar ou mesmo cair. Como o cabelo das crianças é menos resistente, pode absorver aquela substância em uma quantidade maior do que a indicada, tendo reações ainda mais potentes que em adultos.

Com apenas 9 anos, Yasmin recentemente passou por um momento traumático. Levada pelo pai a um salão de beleza conhecido pela família, para uma hidratação nos cabelos cacheados, acabou passando por um procedimento proibido para crianças, e sem a autorização dos seus responsáveis.


O pai José Flávio Sousa, de 38 anos, não autorizou outro tratamento nos cabelos da filha, que ficou no salão apenas para fazer a hidratação. Como o local era de sua confiança, não imaginou que algo mau poderia acontecer, mas estava enganado.

Assim que voltou para buscar Yasmin, descobriu que a cabeleireira estava fazendo uma escova progressiva em seus cabelos, com produtos destinados apenas para o público adulto.

Segundo informações no site “Vakinha”, Yasmin passou por uma escova progressiva com formol, produto que, assim como o glutaraldeído, não pode ser usado como alisante capilar, segundo a Anvisa. Adicionar formol é infração sanitária e crime hediondo, como reforça o artigo 273 do Código Penal.

Direitos autorais: reprodução/vakinha.


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O formol e o glutaral são substâncias muito perigosas, que podem ser usadas apenas como conservantes, ainda assim em baixas concentrações. Os produtos podem causar irritações, coceiras, queimaduras, inchaços, descamação e vermelhidão do couro cabeludo.

Pode provocar queda dos cabelos, ardência e lacrimejamento dos olhos, ardência e coceira no nariz, dor de cabeça, tosse e até falta de ar. José perguntou qual era o procedimento que a filha estava realizando, e a cabeleireira explicou de forma equivocada que o produto não era prejudicial à saúde.

Saindo do local, Yasmin começou a apresentar reações similares a uma forte crise alérgica, passou por médicos e chegou a ser medicada, mas os sintomas continuaram aumentando. A criança precisou ser hospitalizada e teve os cabelos raspados, já que os médicos precisavam drenar o líquido absorvido pelo couro cabeludo.


Direitos autorais: reprodução/vakinha.

Os amigos e familiares decidiram abrir uma vaquinha online para comprar uma peruca para Yasmin, no valor de R$ 4.500. Os pais registraram um boletim de ocorrência e agora aguardam análise do Conselho Tutelar de Ferraz de Vasconcelos.

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