Comportamento

Em “dia do cabelo maluco” na escola, menina usa rabo de cavalo de “miojo”, sofre bullying e traumatiza

Foto: Reprodução
capa site Menina vai para a escola com rabo de cavalo de miojo e sofre bullying

Em um dia destinado a penteados “malucos” das crianças, esta pequena enfrentou uma turma agressiva, que fez questão de humilhar sua escolha.

Um dos maiores medos dos pais e mães de crianças em idade escolar é o bullying, envolvendo qualquer tipo e nível de violência e agressão. Isso porque, a cada ano, temos mais consciência dos impactos de determinados comportamentos na vida desses indivíduos, podendo afetá-los negativamente na vida adulta.

Muitos pais e responsáveis se perguntam se conseguiriam reconhecer os sinais, se saberiam dizer se os filhos sofrem algum tipo de violência da comunidade escolar. Ao mesmo tempo, precisamos também observar o caminho oposto: eu saberia reconhecer em meu filho um agressor? Em muitos momentos, nossos filhos são aqueles que cometem as violências, e por mais controverso que possa ser esse assunto, o melhor caminho é parar de evitá-lo.

Com as redes sociais, muitos casos de bullying são abordados na internet, com os pais fazendo alertas sobre comportamentos, sinais e até mesmo como lidar com os agressores. No México, a mãe Leydi Rocha usou suas redes sociais para fazer um apelo e contar a história de sua filha Frida, que sofreu assédio dos alunos no “dia do penteado maluco”.

Na escola de Frida, o “dia do penteado maluco” serve para descontrair o ambiente e proporcionar aos alunos um dia divertido, repleto de risadas. Mas para a pequena não foi bem assim. Leydi explicou, em publicação feita no dia 26 de abril deste ano, que a pequena sofreu bullying por conta do penteado que ela e a filha escolheram.

2 Menina vai para a escola com rabo de cavalo de miojo e sofre bullying

Direitos autorais: Reprodução Facebook/ Leydi Rocha

De acordo com a mãe, as duas escolheram colocar a embalagem de macarrão instantâneo nos cabelos de Frida, que estavam presos em um rabo de cavalo bem alto. Os fios simulariam o macarrão transbordando do copo de Maruchan, marca comercializada no país. O que seria um momento de alegria, acabou se transformando em pesadelo. A menina chegou em casa aos prantos, explicando que os amigos zombaram do seu penteado, humilhando-a na escola.

Para completar, a mãe ainda explica que nenhum professor ou mesmo membro da equipe da administração escolar interveio na situação, dessa forma, permitiram que Frida passasse por esse momento repleto de agressividade e impacto emocional. Na publicação do Facebook, Leidy compartilhou um vídeo da filha chorando muito, tentando explicar o que tinha acontecido, partindo o coração de qualquer um.

Com mais de 22 mil curtidas e 35 mil compartilhamentos, muitos pais e responsáveis repostaram a história de Frida com o intuito de alertar as famílias, pedindo que observassem mais as crianças em busca de qualquer comportamento que possa ser abusivo e violento com outros colegas na escola.

3 Menina vai para a escola com rabo de cavalo de miojo e sofre bullying

Direitos autorais: Reprodução Facebook/ Leydi Rocha

Além de as instituições educacionais precisarem aderir a programas que combatam o bullying, os pais precisam ficar atentos em casa, acompanhando os filhos em seus hábitos e rotinas, reforçando, sempre que possível, os impactos desses comportamentos podem causar na vida das vítimas.

Nas redes sociais, muitas pessoas enviaram fotos e ilustrações de Frida usando o copo de macarrão instantâneo na cabeça, além de também usarem. Todos concordaram que a ideia da menina e de sua mãe tinha sido original e que ela jamais mereceria passar por algo do tipo, assim como nenhuma outra criança merece.

4 Menina vai para a escola com rabo de cavalo de miojo e sofre bullying

Direitos autorais: Reprodução Facebook/ Cameron Miller

Depois do ocorrido, a menina relatou que não queria mais fazer parte do “dia do penteado maluco”, tampouco queria voltar a frequentar a escola. A vergonha e a sensação de humilhação são de partir o coração, e mostram essa relação doentia que a sociedade insiste em reproduzir nos níveis hierárquicos. Muitos especialistas ainda defendem que, em alguns casos, esse comportamento não desaparece, os agressores buscam profissões em que possam se comportar dessa maneira, como policial ou advogado, por exemplo.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes pelo número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja por ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende a denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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