Comportamento

Menino autista de 12 anos sofre bullying na escola, é agredido fisicamente e mãe compartilha sofrimento

As violências que sofreu fizeram com que Harrison não quisesse mais frequentar a escola, chegando a ficar meses sem ir a uma só aula por medo.



O bullying é a repetição de atos violentos, intencionais e que podem causar danos físicos ou emocionais às vítimas.

Normalmente ocorrem dentro do ambiente escolar, contra pessoas indefesas ou consideradas presas fáceis, sem motivos aparentes; as diferenças podem ser um dos fatores que fazem as agressões serem perpetradas.

Em Colchester, na Inglaterra, um menino de 13 anos, diagnosticado dentro do espectro autista, deixou de ir à escola por vários meses no ano passado, porque estava sofrendo bullying.


O jovem Harrison Fernandez estudava na Colchester Academy, e desde que entrou nessa escola, é perseguido por alguns estudantes mais velhos, que frequentemente o comparavam a uma pessoa homossexual, em tom pejorativo.

Leanne Fernandez, mãe do menino, conta que as coisas foram piorando e os alunos passaram a agredi-lo fisicamente, empurrando, batendo e derrubando-o; a violência foi aumentando muito rapidamente. Ele voltava para casa chorando regularmente e, segundo reportagem do Essex, com o corpo machucado, inclusive o rosto.

Quando Harrison sofreu uma agressão muito forte, a mãe o levou ao médico, que lhe forneceu um atestado afirmando que seria “prejudicial” para ele frequentar as aulas. O laudo foi fornecido por um psiquiatra e, por conta do autismo, o bullying estava sendo potencializado, fazendo com que ele se martirizasse ainda mais.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


De acordo com a mãe, o filho queria apenas fazer amigos e aprender, mas desde o primeiro dia, as coisas foram desagradáveis para ele. Harrison chegou a ter a comida roubada, suco jogado na roupa, já foi empurrado por três garotos ao mesmo tempo e sempre terminava os dias muito chateado.

Além da violência física, ele era constantemente ameaçado, ouvindo que teria a “cabeça pisoteada” ou que eles o “estavam procurando”, sendo que isso não é normal ser dito por uma criança de 12, 13 anos. No terceiro incidente, o menino chegou a ser agredido do lado de fora da escola, enquanto ela estava dentro, o que mostrava que os agressores não se importavam com qualquer chance de punição.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Além de sempre pedir que a escola tomasse medidas em relação a isso, a mãe começou a criar estratégias para que Harrison não corresse nenhum risco de encontrar os meninos. Ele era liberado mais cedo das aulas, nos intervalos tinha permissão para ficar na biblioteca ou na sala sensorial, e também recebeu a orientação de sempre chegar cinco minutos mais cedo às aulas.


Depois de meses sofrendo agressões sem nenhuma providência ser tomada, a mãe percebeu que não era mais seguro para ele quando nem as medidas necessárias foram respeitadas pelos valentões.

Mesmo a instituição escolar não permitindo o uso de celulares, a mãe deixou Harrison com um para que ele ligasse em situação de emergência e, naquele dia, ele lhe enviou uma foto do rosto inchado.

A mãe, que trabalhava como babá, precisou deixar o trabalho imediatamente para buscar o filho. Desde então, ele não voltou mais à escola. Sua mãe tem questionado onde está o direito do filho à educação, já que ninguém o auxiliou como precisava. Para Leanne, a sucessão de falhas foi grande, e agora o menino faz acompanhamento psicológico para lidar com a extensão dos seus traumas.


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