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Menino de 5 anos desaparece da escola no 1º dia de aula. “Revolta muito grande”

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Uma motociclista passava na rua que o menino tentava atravessar e viu quando ele quase foi atropelado por um caminhão.

Encontrar uma escola adequada para as crianças, que seja compatível com a educação dos pais e com a dinâmica da família, não é uma tarefa simples. As dificuldades aumentam quando as crianças são pequenas, já que precisam de atenção e cuidados apropriados para cada idade, sendo necessário, de preferência, vigilância e atenção constantes.

A primeira coisa que os pais precisam é confiar que a instituição será capaz de sanar qualquer problema que a criança tenha, que saiba como protegê-la das mais variadas situações e seja uma extensão da sua casa, onde seja acolhida com amor e afeto.

Mas não foi o que Juliana Oliveira, de 31 anos, alega que aconteceu no primeiro dia de aula de seu filho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O filho, de apenas 5 anos, saiu da escola sem ser visto, durante a aula, e foi encontrado por uma motociclista a 2 km da instituição, chamada SuperAção, que fica no bairro Coophavila 2. Segundo reportagem do G1, a mãe chegou às 16h50 para buscar o menino, que foi chamado várias vezes ao microfone, mas não apareceu.

Ela estava acompanhada do marido, e ambos começaram a ficar apreensivos quando perceberam que a criança poderia não estar na instituição. A professora pediu que eles entrassem para procurar o filho, e mesmo depois de olhar cada sala e espaço do local, não tiveram sucesso. A sensação de desespero começou a tomar conta do casal, que resolveu sair e começar as buscas do lado de fora, recebendo ajuda de vizinhos e moradores da região.
Um tio do menino explica que ele simplesmente chegou ao portão, pediu para o abrirem e saiu, sim, pela porta da frente, sem nenhuma fiscalização ou controle. Por sorte, a 2 km da escola, Gracieli Verruck, de 39 anos, que passava pela avenida Marechal Deodoro, percebeu que um menino muito pequeno, com a mesma idade e tamanho do seu filho, estava aparentemente sozinho.

Por alguns instantes, Gracieli, que estava de motocicleta, aguardou para ver se os pais da criança apareciam, mas nenhum adulto surgiu. Assim que se deu conta de que o pequeno tentava atravessar sozinho, quase sendo atingido por um caminhão, ela gritou pedindo que ele esperasse. A criança esperou, então ela perguntou seu nome e pediu algumas informações iniciais, e descobriu que estava com sede.

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Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal.

Eles passaram em um mercado para comprar uma bebida para o menino, que tinha percorrido cerca de 17 quadras sozinho. No estabelecimento, ela perguntou às pessoas se o reconheciam, explicando que ele estava perdido. Ela tentou encontrar alguma escola na região, mas percebeu que não havia nenhuma por perto, foi quando decidiu procurar o batalhão da Polícia Militar da região.

Prestes a chegar ao batalhão para falar com os policiais, Graciele foi abordada por uma pessoa na rua, que informou que a família estava procurando a criança. Logo todos conseguiram se reunir, mas a sensação de remorso e medo de um final diferente ainda paira na cabeça de todos os envolvidos.

A família da criança informou que vai processar a instituição, que não entrou em contato em busca de tentar resolver a situação. Além disso, ao mesmo tempo que procura outra escola para o filho, Juliana explica que se sente muito insegura, receosa, depois de tudo o que aconteceu ao pequeno, sem saber se está preparada para levá-lo para outro lugar.

A escola infantil, que está sendo investigada, também é processada pela mãe de um bebê que teve queimaduras de terceiro grau nas mãos. O caso ocorreu quando a menina tinha apenas 11 meses, e a família pede indenização de R$ 60 mil; o processo ainda está em curso.

Imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Depositphotos

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