Comportamento

Menino de 8 anos vende doces na rua para que pai cadeirante não precise trabalhar ao sol

Alejandra, mãe do menino, compartilhou a foto no seu Facebook e acredita que, dessa forma, as crianças têm potencial para ser mais responsáveis quando adultas.



O trabalho infantil é um assunto que, até hoje, divide opiniões. Alguns defendem que quanto mais cedo as pessoas começarem a trabalhar, maiores serão as chances de se tornar independentes financeiramente, além de mais responsáveis.

Outros, por sua vez, acreditam que a infância seja um período em que o lazer e a educação sejam prioridade, principalmente porque elas não se desenvolveram totalmente, nem física, nem emocionalmente, o que faz com que muitas sejam exploradas sem sequer saber.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nenhuma criança antes dos 13 anos deve trabalhar (salvo raríssimas exceções, como atores), dessa idade até os 15, podem trabalhar como jovens aprendizes, sem ser trabalho noturno nem em condições insalubres, o que vale, também, nos 16 e 17 anos, mesmo já podendo ter carteira de trabalho assinada.


A exploração da mão de obra infantil é um assunto sério, principalmente porque crianças não sabem quais são seus direitos, quanto devem receber e tampouco compreendem que o grau de esforço em alguns trabalhos é incompatível com suas idades.

Foi com o ECA, no Brasil que, pela primeira vez, pensou-se em crianças e adolescentes como sujeitos de direito, coisa que antes não acontecia. Muitas famílias não podem se dar o luxo de problematizar a questão do trabalho infantil, principalmente as mais humildes, cujo pouco dinheiro que entra mal serve para alimentar todos.

Essa é a realidade de Ángel Martínez, de apenas 8 anos, que decidiu vender doces para ajudar a pagar os gastos com material escolar, permitindo que o pai não precise trabalhar tanto.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


A mãe Alejandra Martínez compartilhou as fotos do menino trabalhando na rua, em sua barraquinha de doces, em Obregón, no México, para minimizar o esforço do pai Victor Manuel, que sofreu um acidente há alguns anos e precisa de cadeira de rodas para se locomover, além de usar uma bolsa de colostomia. Ele também trabalha como vendedor ambulante para conseguir arcar com as contas da casa, e acabou inspirando Ángel.

Com o sonho de comprar uma mochila para usar na escola, os pais permitiram que ele começasse a vender e, de acordo com reportagem do jornal El Sol de Hermosillo, compartilharam sua iniciativa nas redes sociais.

Muitos seguidores acharam a atitude do pequeno extraordinária, enquanto outros alertam para o trabalho infantil, mas Alejandra explica que a iniciativa partiu de Ángel. A mãe diz que nunca pediu que ele vendesse doces, mas que incentivou assim que ele pediu, já que a família passa por um delicado momento financeiro por conta da crise sanitária e econômica que assola o mundo.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Cursando a terceira série do ensino fundamental, ele pediu para ajudar os pais, comprando o próprio material escolar, e começou com a venda de chicletes, mas aumentou a variedade de produtos com o tempo. Os pais também acreditam que dessa forma ele vai se tornar mais responsável no futuro e que todos deveriam incentivar seus filhos, apoiando suas ideias, permitindo que empreendam e corram atrás do que querem.

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