Família

Menino desnutrido e doente, que foi adotado por pai solteiro, vira mergulhador olímpico!

Na década de 1990, não era comum homens solteiros e homossexuais adotarem crianças, mas Jerry decidiu ir ao Camboja para tentar oferecer amor a uma criança.



A adoção é um processo burocrático, que pode demorar anos para ser concretizada. São muitas questões para serem avaliadas, e até bem pouco tempo atrás não bastava apenas passar em todos os testes psicológicos e avaliativos, alguns estereótipos excluíam candidatos automaticamente.

Na década de 1990, com a disseminação do vírus da imunodeficiência humana (HIV), o preconceito contra homossexuais estava mais forte do que nunca, valendo-se da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) como um aparente motivo. Era comum muitos lugares espalharem que era uma “doença gay”, o que aumentava os níveis de intolerância no mundo.

Jerry Windle sempre desejou ser pai, mas sabia que nunca conseguiria passar pelos trâmites da adoção nos Estados Unidos, já que estava na década de 1990 e ele era um homossexual e solteiro.


Mas um dia, folheando uma revista, segundo entrevista para o Today, soube da história de um homem que tinha adotado uma criança no Camboja e, em momento algum, alguma mulher ou mãe era mencionada na matéria.

No fim da página, havia o número de um serviço de adoção, para onde Jerry fez questão de ligar para perguntar se aquilo era mesmo possível. Do outro lado da linha, a pessoa confirmou prontamente.

Apenas alguns meses depois, ele se viu no Camboja, segurando um menino extremamente doente, em um orfanato. O pequeno Jordan estava desnutrido e lutava contra uma grave infecção, mas o homem se apaixonou imediatamente por ele e o adotou.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@jordanpiseywindle.


O menino havia sido colocado em um orfanato com apenas 12 meses, e foi adotado quando completou 18 meses. Hoje Jordan é um atleta olímpico e representa os Estados Unidos na equipe olímpica de mergulho; ficou em segundo lugar nas eliminatórias.

Seu maior desejo é deixar seu pai orgulhoso, tentando “dar um show” a cada salto. Jordan descobriu o esporte aos 7 anos, quando Tim O’Brien lhe disse que seu pai lembrava o mergulhador Greg Louganis.

Tim era filho do homem que treinou Louganis, um atleta lendário, bem reconhecido em sua categoria. O homem disse que tinha conseguido ver potencial naquele menino, algo fisiológico, e ele logo se animou para começar suas aulas.

Dois anos depois, conquistou seu primeiro campeonato nacional júnior, algo histórico e impressionante em tão pouco tempo. O pai revela que sabe o tamanho do esforço que o filho precisou fazer e que todas as suas conquistas são merecidas. Quando tinha 16 anos, voltou ao Camboja para inspirar crianças órfãs e pobres no esporte, e foi recebido como um grande herói da nação.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@jordanpiseywindle.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@jordanpiseywindle.

Jordan recebeu todas as oportunidades possíveis do seu pai, um dos responsáveis pela sua ascensão no esporte, o que mostra a importância do seu papel nessa estrutura. Se Jerry não tivesse folheado aquela revista, talvez nunca teria pego aquele número e descoberto que poderia, sim, adotar uma criança e lhe dar as melhores condições de vida.


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