Comportamento

Menino pobre, que nunca teve sapato e jogava bola descalço, recebe doação de professor

Vinícius, de 11 anos, acabou chamando a atenção do professor por sempre jogar bola descalço. Ele afirmou que a mãe não tinha dinheiro para lhe comprar calçados.



A desigualdade social atinge milhões de brasileiros, sem distinção de idade, podendo fechar portas para crianças das mais tenras idades.

Ela se fortalece em um ciclo não muito complexo, que garante a falta de acesso aos direitos básicos, como educação, moradia, segurança, saúde, alimentação e até vestuário.

Quem não enfrenta nenhuma necessidade, muitas vezes, não pensa em como seria viver em outras condições, em que falta de tudo e o dinheiro é artigo de luxo, até para se alimentar. Vinícius Júnior, de 11 anos, nasceu em uma família muito humilde, em Tarauacá, no interior do Acre, e nunca teve calçados.


O professor Adir Pereira, que comandava uma atividade de recreação da Escolinha Solidária, no fim de maio, foi quem percebeu que o garoto era muito ágil e habilidoso no futebol, mas jogava descalço. São cerca de 400 crianças participantes da iniciativa, que busca oferecer a elas atividades esportivas de segunda a sexta-feira.

Segundo reportagem do Globo Esporte, Adir conta que o menino dominava a bola com uma facilidade impressionante, então perguntou a ele por que jogava descalço. Foi quando descobriu que ele vinha de uma família muito carente e sua mãe não tinha condições de comprar calçados, também nunca tinha ganhado um.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Adir ficou comovido com aquela situação e logo buscou ajuda através de mensagens em grupos de um aplicativo. Ele revela que não precisou esperar muito para que um homem, que preferiu não se identificar, doasse R$ 100 para que ele comprasse o seu primeiro par de chuteiras para a criança. Era um momento especial, então as pessoas uniram forças para ajudar alguém que precisava de doação.


O menino foi levado a uma loja de calçados da cidade por Adir, que fez questão de acompanhá-lo nesse momento único e especial. Na loja, todos tiveram outra surpresa: Vinícius também não sabia o número do seu calçado, já que nunca teve um.

Para não circular pelas ruas sempre descalço, ele usava um par de sandálias velhas, bastante desgastadas, cuja numeração nem sequer era visível mais, por isso não podiam ser usadas como base para descobrir a numeração.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

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O caso também chamou a atenção da dona da loja, que se sensibilizou com a história de Vinícius e decidiu ajudar na compra da chuteira. O modelo que o menino escolheu custava R$ 30 a mais do que o valor doado, mas a proprietária resolveu dar um desconto, sendo possível a ele realizar o sonho de ter o calçado apropriado para praticar o esporte no qual demonstra muita agilidade.

Vinícius se emocionou com tudo o que aconteceu e pouco conseguia expressar diante da excitação e da timidez que o acompanhavam. Ele reforçou que a família não tem condições financeiras de comprar uma chuteira daquele valor.

Mas ele não é o único na Escolinha Solidária a enfrentar a desigualdade social e a pobreza. Adir conta que mais 20 outras crianças passam pela mesma situação. Como a notícia acabou repercutindo, o professor recebeu outras doações, para que mais crianças sejam ajudadas.


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