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Mente e inteligência, segundo Osho

Gostaria de compartilhar algumas ideias provocantes que o livro de Osho “Inteligência: a resposta criativa do agora” expõe através de uma noção inovadora de inteligência. Para ele, tudo que existe é regido por um tipo de inteligência natural. Porém, afirma que o homem é a única exceção dos seres vivos, pois ele busca um sentido para todas as coisas, transformando a sua inteligência em intelectualidade.


Osho comenta que nós não somos a mente, que ela é apenas uma ilusão e que devemos aprender a usá-la com inteligência e não com a memória. Afirma que desde que nascemos somos condicionados a memorizar milhares de informações sem treinar a habilidade de pensar sobre o momento presente: 

“Você vai ficar surpreendido ao compreender que as suas escolas e universidades não existem, de fato, para o ajudar a tornar-se inteligente – não, de todo. (…) Conheço a própria estrutura interna do sistema educacional. E não se preocupa em criar inteligência nas pessoas. Claro que quer criar eficiência, mas eficiência não é inteligência, a eficiência é mecânica. Um computador pode ser muito eficiente, mas nunca será inteligente.” (p. 44-45)

Para ele a memória não é sinônimo de inteligência, exemplifica Thomas Edson e Albert Einstein, como portadores de pouca memória, porém dotados de uma genialidade única. O maior ensinamento de Osho é que a mente é uma caixa de pandora e que devemos esvaziá-la frequentemente através da meditação. Devemos questionar, repensar e sermos inocentes como crianças para criarmos a nossa própria inteligência.  É importante que saibamos pensar no momento presente sem respostas e ações premeditadas porque os problemas são diferentes a cada minuto em nossa vida.


Além disso, Osho aponta que não devemos ser tão ideológicos, pois:

“Nenhuma ideia é suficientemente grande para conter um ser humano; o ser não pode ser contido por nenhum conceito. Todos os conceitos estropiam e paralisam. (…) O verdadeiro homem inteligente não se vai agarrar a nenhuma ideologia – para quê? Ele não vai acartar um carregamento de respostas já feitas. Ele sabe que tem inteligência suficiente para, em qualquer situação que surja, ser capaz de lhe responder. Por que carregar uma carga desnecessária do passado? E, de fato, quanto mais você carrega do passado, menos vai ser capaz de responder ao presente, porque o presente não é uma repetição do passado, é sempre novo – sempre, sempre novo. Nunca é velho, às vezes pode parecer-se com o velho, mas não é velho, há diferenças básicas.” (p. 140-141)

Desta maneira, entende-se que o maior ensinamento de  Osho é o de sermos autênticos com a nossa inteligência, sem repetições sem sentido. Devemos conhecer as nossas vontades e termos responsabilidade sobre as nossas escolhas.

Também comenta que devemos observar a nossa mente apenas como uma ferramenta e não como sendo o nosso Eu, pois nós temos uma mente e não somos uma mente, portanto que saibamos não MENTIR para nós mesmos e sermos genuínos de ideais.







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