Mesmo cansado, não desista. Você foi forte o bastante para chegar aqui

As inquietudes nos mostram o quanto podemos ir longe e o quanto nossas cicatrizes dizem sobre nossa história. Mesmo cansado e cheio de hematomas vá em frente. Cure-se. Não se acomode. Se a vida é um soco no estômago levante-se e revide!

Sei que talvez existam milhares de textos melhores do que esse e que poderiam ser lidos. Mas sei também que existem milhares de textos que lhe bombardeiam todos os dias.

A questão é: Por que o universo lhe trouxe aqui?

Hoje preciso relembrar a frase de Clarice Lispector: “A vida é um soco no estômago “.

A vida bate sem dó. Ela não tem dó de nos mostrar como se é, uma dicotomia infinita. Bem ou mal, nas entrelinhas das interpretações um sacrifício infinito. Às vezes, ela só quer que nós nos tornemos melhores. Ela vem sem piedade, sem colo e sem desculpas.

A realidade chega para dar espaço a resiliência. É a saída na não-saída. É o amor no desamor.

Assim como os soldados são preparados para a batalha no campo, a vida vem nos preparando, mesmo sem que percebamos ela aparece com um desafio novo. Em certas ocasiões carregada por uma grande desilusão. Que bom que ela pode aparecer assim, que temos a grande chance de aprender e ensinar.

Nessa luta de egos, o segredo é não levar os comentários do outro para o pessoal. Todos estão procurando sua própria felicidade e assim nos esbarramos. Tropeçamos uns nos outros entre aquilo que queremos e é bom para nós e aquilo que é bom para todos.

Quando não agimos com respeito ao próximo entramos em conflito pois o outro é nossa diferenciação. Isso não significa que aceitaremos a todo momento ser humilhados. No entanto, preocupar-se com comentários, sejam eles bons ou ruins, apenas alimentam a nossa vaidade. Mas até que ponto isto é saudável?

Se só somos capazes de dar aquilo que temos, então porque buscamos no outro aquilo que não nos damos? Por que cobramos aquilo que nem sabemos se o outro tem? 

Se há propósito em se impor, imponha-se. Se não vale a pena, apenas levante a cabeça e siga em frente. Mesmo que seja melhor dar as mãos, alguns não sabem e outros não querem. Que pena que não sabem, que pena que não querem. Cabe a você escolher se quer estender as mãos e tecer um novo futuro para si e quem está ao seu redor.

Que entre um soco e outro possamos ter sabedoria entre a hora de falar e a hora de silenciar. E sempre, mas sempre mesmo, com muita ênfase.

Seja forte. Seja você. Aprecie quem você é, tanto com seus erros quanto com seus acertos. Você foi forte o bastante para chegar até aqui, por que não seria agora?

As inquietudes nos mostram o quanto podemos ir longe e o quanto nossas cicatrizes dizem sobre nossa história. Mesmo cansado e cheio de hematomas vá em frente. Cure-se. Não se acomode. Se a vida é um soco no estômago levante-se e revide!



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Vesna Mladenovic from Pexels



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