Pessoas inspiradoras

Mesmo com covid-19, professor seguiu dando aulas. Depois de aplicar a última prova, ele faleceu

A responsabilidade e o amor desse professor pelo seu trabalho o farão ser lembrado para sempre!



A pandemia mexeu com a rotina de trabalho de praticamente todos nós. Muitas pessoas foram demitidas e precisaram encontrar novas fontes de renda, outras tiveram que se adaptar a uma realidade completamente diferente da habitual.

Esse é o caso dos professores. Desde quando as aulas presenciais foram interrompidas e o ensino a distância adotado em diversos lugares, eles vêm enfrentando uma grande mudança, que muitas vezes dificulta fazer seu trabalho como gostariam.

Em casa, é muito mais fácil para os alunos se distraírem e deixarem de cumprir os prazos estabelecidos. Além disso, os professores não têm como controlar o aprendizado de cada um como em sala de aula.


Nessa nova rotina, pode ser muito fácil para alguns se perderem de seus objetivos.

No entanto, um professor peruano deu um grande exemplo de comprometimento e amor à profissão ao trabalhar, mesmo contaminado, e ser leal aos seus alunos até o seu último dia de vida.

Jorge Jesús Gavelan Izaguirre lecionou na Faculdade de Ciências Contábeis da Universidad Nacional Mayor de San Marcos por mais de 35 anos. O homem amava a sua profissão e se dedicava muito a ela. Provou isso trabalhando, mesmo com diagnóstico de covid-19.

Direitos autorais: reprodução El Comercio Perú.


Em entrevista ao El Comercio Perú, a filha de Jorge contou que o pai testou positivo para covid-19 em junho de 2020. Como fazia parte do grupo de risco, por ser cardiopata e ter 71 anos, precisou ser internado e usar marcapasso.

Por causa desse procedimento, Jorge precisou se afastar das aulas por um dia, mas o professor substituto não realizou o trabalho da forma correta, então ele voltou a lecionar a partir de sua casa.

O professor se dedicou exclusivamente a dar aulas virtualmente, enquanto ele e sua família estavam infectados com o vírus. As coisas estavam caminhando, mas em fevereiro deste ano, ele começou a sentir mal-estar logo depois de aplicar a última prova a seus alunos.

A família preferiu tratá-lo em casa, por conta dos riscos nos hospitais e por considerar que ele estava “apenas cansado”. Como uma de suas filhas é enfermeira e casada com um médico, essa era uma opção segura.


Entretanto, quando sua saturação caiu para 91, a família teve de levá-lo ao hospital de Almenara, e Jorge testou novamente positivo para covid-19. A doença havia retornado e os cuidados recomeçaram.

A família comprou um concentrador de oxigênio para ajudá-lo a respirar, e ele seguiu dando as aulas on-line, até que piorou e precisou de mais oxigênio do que o concentrador poderia oferecer-lhe.

Direitos autorais: reprodução El Comercio Perú.

Jorge teve de ser levado ao hospital novamente, onde uma tomografia computadorizada de pulmão mostrou que o professor tinha fibrose e derrame pleural, em consequência da covid, que já tinha sido curada pela segunda vez.


Jorge foi internado na UTI cardiológica do hospital, mas precisou ir para a área de covid, pois um pneumologista disse que ele não tinha completado o tempo necessário de quarentena. Isso era o que o professor menos queria, pois não poderia ver sua família. Três dias depois, ele faleceu.

A notícia foi recebida com muita tristeza tanto pela família quanto pelos alunos. Alguns dos jovens para os quais o professor lecionava foram ouvidos pelo portal e afirmaram que “ele se dedicou a ajudar os alunos”, “era comprometido com o seu trabalho”, “tinha carisma e simpatia” e “que sua perda foi um grande golpe, mas que sempre ficará na memória de todos”.

Apesar de perder a luta contra a doença, Jorge partiu com sua missão cumprida, pois foi um grande homem para sua família e seus lados, dos quais ficou ao lado até o fim.

Um grande herói.


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1 ano de pandemia e nunca faltou saúde e alimento em minha casa. Obrigado, Deus!

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