Comportamento

Mesmo em extrema pobreza, mãe de 4 crianças cuida de recém-nascido abandonado

A desconhecida abandonou o filho recém-nascido com Alicia, em uma praça, alegando que estava com os braços cansados e que já voltaria para pegar a criança.



O abandono infantil é uma realidade no mundo todo e acontece em famílias de todas as classes sociais. São inúmeros os motivos: os genitores podem não ter renda suficiente, a genitora pode ter sido abandonada, pode haver medo envolvido, vergonha ou até mesmo a recusa dos avós, induzindo a mulher a deixar aquela criança sob os cuidados de uma instituição.

Algumas histórias causam espanto, levando-nos a pensar no que teria motivado aqueles responsáveis a simplesmente abandonarem um bebê, principalmente quando ele tem poucos dias de nascido. Isso aconteceu em Chiapas, no México, e Alicia Rodríguez López, mãe de quatro crianças, viu-se diante de uma situação que não sabia como administrar.

Ela estava do lado de fora de uma loja, sentada, com seus filhos, quando uma desconhecida a abordou no centro de Monterrey, pedindo que olhasse seu filho recém-nascido por alguns minutos.


A mulher alegou que estava com os braços muito cansados e que voltaria em poucos minutos para buscar a criança de apenas duas semanas de vida. Junto com o filho, a desconhecida deixou uma sacola com fraldas, uma lata de leite em pó e uma mamadeira já preparada, e saiu.

Alicia concordou em ficar com o bebê, acreditando que seria por poucos minutos, principalmente porque a mulher não estava acompanhada, poderia querer ir ao banheiro ou ao mercado, como havia informado.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Lisseth Moreno.

Alicia ficou sentada no mesmo lugar durante horas, sem saber o que fazer ou como proceder naquela situação. A mãe da criança nunca voltou para buscá-la e a notícia começou a correr pelas redes sociais, em que usuários pediam que a polícia aparecesse e denunciavam o abandono. A mãe de quatro crianças, mesmo vivendo numa situação financeira muito precária, sabia que não podia ficar ali na rua para sempre com aquela criança.


Ela e os filhos foram para casa. Alicia nunca pensou em simplesmente “largar” o bebê em qualquer lugar, ele não tinha culpa do que estava acontecendo e merecia todo cuidado e atenção. O maior problema é que a mulher e sua família vivem num pequeno quarto em Monterrey, para onde se mudaram há pouco tempo, para que o marido assumisse um emprego como operário na cidade.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Lisseth Moreno.

Antes, eles trabalhavam nos cafezais em San Cristóbal de Las Casas e, mesmo passando o dia inteiro na lavoura, o dinheiro não era suficiente para sustentar a família toda. A mudança em busca de um futuro melhor os levou àquele município, mas a situação continua precária, já que os pais ainda não conseguem alimentar as crianças de forma adequada.

No único cômodo, os seis membros dividem uma cama, uma televisão velha e algumas roupas, quase nenhum outro móvel ou pertence pode ser encontrado. Mesmo em extrema pobreza, Alicia decidiu levar o pequeno, a quem deu o nome de “Armando”, para sua casa.


Ela sentiu muita pena da criança, principalmente depois que precisaram ficar mais de quatro horas sentados no mesmo lugar, aguardando a desconhecida voltar, o que nunca aconteceu. Alicia descreveu a mãe da criança como uma mulher na casa dos 35 anos, morena e bem magra, mas como ela viu apenas por alguns instantes, não conseguia se lembrar de mais nenhum detalhe da sua aparência.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Lisseth Moreno.

Desesperada com mais uma boca para alimentar, ela contou sua história num jornal local, e inúmeras pessoas se sensibilizaram com a bondade daquela mulher. Eles receberam muitas doações de comida de pessoas completamente desconhecidas, que apenas haviam visto sua história na televisão.

A polícia levou a criança ao hospital, onde vai ficar internada para saber se possui algum problema de saúde ou outro quadro que deva ser investigado. A Procuradoria-Geral do Estado deu início ao processo de investigação, que já até retirou amostras de DNA da criança para confirmar a relação com a mulher que a abandonou, caso isso seja possível.


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