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A metafísica do amor que insiste em sobreviver ao tempo…

Ele nasce dos seus sonhos e se materializa na pessoa a quem você o entregar.

Para todos, o “escolhido” não passa de uma pessoa comum, mas para você ele é o desenho perfeito do humano que se materializou do amor.



O tempo foi muito curto para você conhecer os defeitos, o que ficou tatuado na sua vida foi o conto de fadas que você viveu. Cada momento que vocês passaram juntos, foi o suficiente para você coroá-lo, endeusá-lo, usá-lo como “referencial” para os seus relacionamentos futuros. Quem não for igual a ele, quem não fizer igual a ele, está longe de pontuar no seu conceito de “homem perfeito”.

A metafísica desse amor consiste na essência da semente que você plantou e se enraizou na sua imaginação, como se fosse possível viver algo perfeito para sempre!

Aceitar que a vida é feita de ciclos e até mesmo o amor tem o seu avesso imperfeito em constante mutação é o primeiro passo para você se permitir a escrever uma nova história.

Quantos relacionamentos não são boicotados porque esperamos, simplesmente, que o candidato comece tirando a nota dez no nosso universo de critérios? O porquê de uma exigência tão alta se perfaz justamente por insistirmos em compará-lo, mesmo que inconsciente, com o nosso referencial. Sobrepomos uma experiência na outra, e não nos damos conta que uma relação fugaz, mesmo que absolutamente intensa, não pode ser comparada à construção diária de uma vida em comum. Podemos ilustrar essa afirmação com o seguinte exemplo: Pegue um livro de imagens e em 20 segundos selecione uma imagem que você achou linda. Naquele momento, tudo que encantou a sua visão, que o remontou a um sentimento profundo estava perfeito. Porém, se você pegar esta mesma fotografia e olhar intensamente, por várias horas, vários dias, perceberá que, muitas vezes, mesmo ainda a achando linda, a cada dia você enxergará um detalhe novo, algo que talvez você realçasse a cor ou mudaria de lugar. Não é porque você é uma pessoa inconstante, a resposta para esse fenômeno, definitivamente, não se encontra em você e sim no complexo contexto que a nossa existência está inserida.


Nós somos um emaranhado ciclo em mutação. Mudamos os nossos sonhos, objetivos, gostos, hobbies, forma de vestir e até mesmo de amar, constantemente. Até quem se intitula conservador, muda.

Por isso, não podemos esperar que duas pessoas girando os seus ciclos em proximidades, gerem a mesma energia, ao mesmo tempo, o tempo todo. A história do encaixe perfeito no amor não funciona para o conceito de eternidade que aprendemos do senso comum. Encaixamos perfeitamente, muitas vezes, até na mesma pessoa, porém não o tempo todo. E isso é a eternidade! Viver intensamente cada encaixe de energia quântica que estiver à nossa disposição, significa aproveitar os momentos perfeitos, não perdendo tempo em querer eternizá-los no sentido comum da palavra, mas intensificá-los para que seja eterno no momento em que se vive.

Mas se mesmo assim aquele amor “referencial” insistir em existir? Devemos ter em mente que revirar lembranças gostosas é o óleo vital que precisamos passar na nossa máquina interna chamada “ego”. Elas nos fazem renascer e acreditar que tudo pode ser perfeito.

Essas lembranças nos remetem a sensações vitais, essenciais para a plenitude humana. Só elas acessam a nossa memória fazendo-nos chorar ao ouvir aquela música, ou nos arrepiando somente pelo cheiro do perfume. Porém, fazer daquele amor que já passou, um referencial, pode ser muito perigoso.


Primeiro porque se ele passou, é porque não era para ficar. E se não era para ficar, era para ser intenso enquanto durou, não para estragar todos os próximos ciclos da sua vida.

Pois, se foi bom… existiu para construí-lo, mas se está atrapalhando…é amor para se esquecer, pois não merece ficar em você.

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Direitos autorais da imagem de capa: rez_art / 123RF Imagens

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