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“Meu anjo.” Mãe com câncer terminal pede que enfermeira adote filho de 8 anos

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Uma enfermeira adotou o filho de sua paciente e amiga que estava com câncer em estágio terminal.

Na Pensilvânia, nos Estados Unidos, uma mulher de 45 anos recebeu um triste diagnóstico de câncer de fígado em estado terminal. Ela ficou desesperada não apenas pela gravidade do seu quadro clínico, mas principalmente porque não sabia como seria a vida do filho de 8 anos, Wesley Somers, dali para a frente.

Tricia Somers era mãe solo, seus pais já eram falecidos e não contava com nenhum apoio familiar, por isso temia pela vida de seu menino. Ela estava determinada, até seu último suspiro, a encontrar alguém que pudesse ficar com a guarda do seu pequeno. Foi quando pediu para sua enfermeira favorita e xará, Tricia Seaman, adotar Wesley.

As duas mulheres construíram linda amizade quando Somers realizava diversos exames. À ABC News, a enfermeira relata que, quando visitou sua amiga, em seu último dia no hospital Pinnacle Health’s Community General, em Harrisburg, na Pensilvânia, jamais imaginaria o que a mãe do menino de 8 anos planejava.

A enfermeira de anos de experiência no hospital conta que, depois que a paciente e amiga lhe informou que estava em estágio terminal, ela fez uma pergunta que mudou para sempre a vida da profissional de saúde: Somers pediu para ela cuidar do filho, caso morresse.

O pedido desconcertou a enfermeira, deixou-a sem palavras. Seaman apenas respondeu que estava lisonjeada com o pedido e pediu para a paciente aguentar um pouco mais, que não morresse logo, numa tentativa de apaziguar a situação, apesar de em seu interior já ter aceitado o pedido da mãe.

2 Meu anjo mae com cancer terminal pede que enfermeira adote filho de 8 anos de idade

Direitos autorais: Arquivo Pessoal.

Seaman e seu marido estavam tentando resolver alguns processos para que eles pudessem se tornar pais adotivos, e já tinham dado os primeiros passos judiciais para conquistar o direito de adotar outros filhos — já eram pais de três adolescentes e de uma criança de 10 anos.

A mãe conversou com uma afiliada da ABC News em Harrisburg, sobre como teve a ideia de pedir para sua enfermeira e amiga adotar seu filho, afirmando que ela sentiu conforto quando viu Seaman entrar em seu leito, disse que achou estranha a sensação, porque nunca tinha sentido nada próximo daquilo, que sua enfermeira lhe passava segurança, aconchego e um suspiro de esperança. Somers acreditava que aquela mulher era única no mundo a quem confiar seu mais precioso bem.

Já a enfermeira afirma que, depois do pedido da amiga, passou a visitar a casa de Somers e Wesley regularmente, começando pelas visitas em seu apartamento e, posteriormente, convidava-a para visitar sua casa.

Seaman apenas queria garantir que a ideia de adotar Wesley era uma boa opção para ambas as partes. Ainda conforme o jornal norteamericano ABC News, a possível futura mãe adotiva afirma que perguntou se Somers se sentia bem com a situação, se se sentia agradável com a casa dela e se a tinha certeza daquilo tudo. A enfermeira confessa que se sentiu como uma repórter, fazendo diversas perguntas para a amiga, como se fosse uma entrevista.

No momento em que Seaman compartilhou o fato com o marido Daniel, ele entendeu a situação e prestou todo apoio possível, dizendo que eles precisavam fazer algo pela paciente em estado terminal.

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Direitos autorais: Arquivo pessoal.

Ainda conforme o jornal, a mãe biológica do menino passou a se submeter a sessões de quimioterapia e perdeu a capacidade de andar com a intensidade do tratamento, impossibilitando-a de levar seu filho para a escola, já que não conseguia sair da cama. Quando seu quadro piorou, ela teve de ser hospitalizada, quando Seaman decidiu que era o momento para levar não só Wesley para sua família, mas também a amiga Somers. Ela pensou que não deveria mais ser apenas uma enfermeira para sua amiga, mas também sua família.

Quando Somers soube do convite para ir morar com Seaman, ela se emocionou muito e disse que adoraria compartilhar a vida com a família da amiga.

Em decorrência de uma série de complicações, Tricia Somers faleceu em 7 de dezembro de 2014. Wesley então se tornou parte da família, um irmão para os três filhos de Daniel e Tricia Seaman. A mãe adotiva escreveu um livro sobre sua jornada, chamado de “God gave me you” (“Deus me deu você”).

Em uma das últimas conversas com a mãe de Wesley, a enfermeira conta que Somers lhe agradeceu infinitamente por aceitar cuidar de seu filho, mas a enfermeira disse que ela que era grata porque sua amiga e paciente transformou sua vida completamente.

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