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Meu cupido, onde você está?

Você é o tipo de pessoa que nenhum amigo apresenta para alguém? Você só vive para trabalhar, não gosta de sair e conhecer novas pessoas e acha que vai encontrar o grande amor da sua vida por acaso, na fila de um banco, supermercado, num bar ou na rua?


Não se engane, deixa as coisas acontecerem naturalmente, o segredo é não criar expectativas com falsas ilusões.

O problema é que fantasiamos demais a pessoa perfeita! Nós não somos perfeitos, então, por que raios você acha que vai encontrar alguém sem defeitos?!

Tudo tem sua hora, data e local exato para acontecer. Às vezes, o grande amor de sua vida passou bem ao seu lado e você não percebeu, porque estava ocupado demais checando o seu celular.

Ou talvez fosse aquela pessoa que você deixou escapar, porque estava preocupado demais com o seu trabalho. Ou talvez morasse em outro continente, você não sabe. Por que não?


Você já parou para pensar que nós nos cobramos demais, o tempo todo, no trabalho, projetos, relações pessoais e interpessoais, no ambiente escolar, familiar ou no círculo de amigos?

A nossa geração está tão obcecada pelo mundo virtual, que se esquece do real, do contato mais próximo, como dialogar, ao invés de twittar, de bater um papo saudável em uma roda de amigos, sem ficar grudado em seus smartphones o tempo todo.

E ainda com a capacidade de se comunicar mais pelo whatsapp do que pessoalmente! Digo isso porque eu também faço parte desta geração, e é algo viciante!


Tive uma pequena experiência de ficar 4 dias sem internet. Toda hora eu mexia no celular, mesmo sem utilizar as redes, é involuntário. Você sente como se estivesse em abstinência!

Depois de algumas horas, você percebe que aquilo não faz a menor falta, no sentido de preencher, porém você está viciado e sofre realmente.

Ao colocar internet em casa, eu percebi que perdi muitas notícias do que acontecia aqui fora, só que com um detalhe: eu estava fora das redes sociais mas, do lado de fora, parei para olhar  o céu, o que não fazia há tempos! Admirei o silêncio das ruas, notei o supermercado vazio, e o estacionamento com poucos carros. Eu não estava por dentro, mas estava pelo lado de fora.

Então, quem sabe a culpa não seja dos nossos cupidos, mesmo quando achamos que não temos nenhum, afinal, quem escreve a nossa história somos nós, sem precisar passar por “stories de timeline”.

Dia dos namorados chegando, feliz de quem já encontrou o seu companheiro. E para os “solteiros de plantão”, quando menos esperarem, o amor aparece. Ok?!

É a hora de vermos“casais felizes postando declarações fofas nas “redes sociais”, porém, o amor não precisa de “Status” não precisa de plateia, para ser assistido como uma novela, não é mesmo?

O amor precisa de pequenos gestos, demonstrações verdadeiras no dia a dia, é como um prédio em construção que é edificado aos poucos, mas se não tiver o “alicerce”, cai. Portanto, o alicerce do amor é o respeito, a confiança, o carinho e, principalmente, o companheirismo.

Por isso pensem bem antes de construir uma vida a dois, porque quando amamos uma pessoa, devemos demonstrar em pequenas atitudes e não somente com um simples “eu te amo”.

Procure alguém que faça a diferença, que transforme sua vida de forma engraçada e boa, que você pense “Poxa, por que demorei tanto para encontrar você?”. E não para simplesmente mostrar ao mundo que você está com alguém.

Em algum lugar essa “pessoa” existe, mesmo muitas vezes você duvidando disso, pois talvez possa estar do outro lado do país ou na esquina de sua casa, ou até mesmo vocês já devem ter se esbarrado por aí, e não perceberam que era o grande amor de sua vida.

Ou, simplesmente, talvez, você esteja procurando demais e se esquecendo de apreciar as oportunidades que estão diante dos seus olhos e só você não vê.

E se você ainda não encontrou o seu par, acalme seu coração, eu também ainda não encontrei o meu.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 798053 Portuguese





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