Comportamento

“Meu filho se sente uma menina”: mãe revela novo gênero de criança de 6 anos na internet

Depois de um longo processo de assimilação, Zoe fez uma cerimônia especial para sua filha, Avery, contar a todos que é uma menina.



Para criar um filho, não existe fórmula mágica. Cada família vive sua realidade de um jeito que nem sempre vai agradar a todos. E a criação carrega em si traços de inúmeras gerações anteriores com o acréscimo de tudo o que se vive agora. A dinâmica de um nem sempre será igual à do outro e, na verdade, é muito mais fácil serem completamente diferentes.

A mãe Zoe Lynn passou por algo que poucas famílias já passaram ou no que atentaram, em uma postagem do Facebook. Ela fez uma revelação de gênero para que seu filho contasse aos amigos e familiares que, na verdade, é uma menina.

A cerimônia foi organizada, segundo Zoe, como forma de acolher e dar forças à criança, que agora se chama Avery. O relato é emocionante e mostra como ela descobriu e como conversou com sua filha a respeito da transição, ressaltando que, sim, sofreu muito com a história toda.


Zoe conta que sempre teve empatia com a comunidade LGBTQI+, sempre gostou de pensar que tinha a mente aberta, que buscava compreender o que cada um passava. Por isso, sempre que pôde, quis manter uma criação mais tranquila para seus filhos, deixando que a expressão fosse algo genuíno, sem que ela e o pai interferissem muito.

Quando tinha 2 anos, seu filho pediu que lhe comprasse um vestido de princesa, e ela nem pestanejou, comprou prontamente a roupa. Mãe de duas crianças que dormiam juntos e tinham um quarto recheado de carros, bonecas e princesas.

Ambas gostavam de fazer apresentações artísticas em casa, então os pais decidiram matriculá-las numa escola de teatro musical. Zoe nunca acreditou que roupas, cores e brinquedos tivessem gênero, por isso sempre deixou que seus filhos fizessem as próprias escolhas ao longo dos anos.

Então, quando seu filho tinha 5 anos, ela recebeu uma ligação do marido, dizendo que a criança havia lhe dito que sua vida não tinha saído como planejado e que era melhor que alguém o “apunhalasse na garganta”.


Ouvindo aquilo, ficou em completo estado de choque. Como uma criança tão pequena, que nem sequer entende a profundidade de vida e morte, estava falando algo desse tipo? Foi sua pior sensação. Ela relata que entrou em pânico ali mesmo, onde estava, estacionada na escola, e decidiu ligar para todos que pudessem ajudá-la com algum parecer.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Zoe Lynn.

Ela decidiu parar. Pegou o filho na escola, colocou-o no carro e disse a ele que o pai havia lhe contado algo que a deixava triste. Então perguntou o que na sua vida não havia saído como planejado e o que aquilo significava. O filho ficou visivelmente nervoso e se adiantou respondendo que era um segredo.

A mãe foi mais calma e disse que gostaria de ajudá-lo, perguntando novamente o que não tinha saído como planejado. Foi quando o pequeno repetiu as palavras ditas ao pai, que deveria ser uma menina, mas que tinha nascido menino, então deveria apenas se apunhalar na garganta.


Zoe não estava preparada para isso, mesmo acreditando que era empática o suficiente, mente aberta o suficiente, era muita informação para digerir. Mesmo que ela quebrasse papéis e estereótipos de gênero, ainda assim nada havia lhe preparado para aquele momento. Mesmo assim, dirigiu até uma loja próxima para comprar vestidos.

No caminho, Zoe fez questão de dizer ao filho que ele podia ser uma menina e que existiam pessoas assim como ele, que se sentiam exatamente iguais. Explicou que tinham amigos e familiares que se sentiam do mesmo jeito, que nasceram de uma forma, mas que sempre se sentiram de outra. Depois, eles passaram numa livraria, a mãe queria comprar todos os livros possíveis que falassem sobre o assunto; encontrou três.

Uma semana depois, a filha estava sentada em sua cama, lendo uma das histórias para si mesma, quando agradeceu à mãe por ter lhe ensinado sobre as pessoas transgênero. Ela disse que isso tinha feito com que não se sentisse mais sozinha no mundo.

Zoe pede, em sua publicação, que ninguém a entenda mal. Ela ficou muito triste com toda a situação, chorou muito com tudo o que aconteceu. Havia se apaixonado durante anos por um menino e lamentou muito ter escolhido um nome de menino e ter lhe presenteado com coisas “para menino”, que a filha passaria o resto da vida tentando esquecer.


Mas Zoe parou de chorar, porque por mais que sinta que tenha lutado, a vida ainda será muito mais difícil para sua filha. Por fim, ela diz que tem muito orgulho em ser mãe de uma menina de 6 anos e apresenta a todos sua filha Avery.

A postagem teve 128 mil reações e mais de 50 mil compartilhamentos. Muitas pessoas apoiaram a atitude da mãe, e às que não gostaram, Zoe pediu que não fizessem nenhum comentário negativo e apenas a excluíssem. O que você acha dessa história? Comente abaixo e compartilhe-a nas suas redes sociais!

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