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Meu primeiro amor, não tão cedo acabou…

(Embalada pela música Eternally do grupo Il Volo)



Descobri meu primeiro amor há 34 anos, ou seja, aos 8 anos de idade. Na época não sabia definir aquele sentimento acolhedor que me fazia sorrir com olhos. Que fazia com que olhasse as horas continuamente achando que dessa maneira poderia adiantar o tempo para que pudéssemos nos encontrar na escola. Um sentimento que me enchia de energia capaz de transformar as borboletas em minha barriga em milhares de vaga-lumes.

A sensação não poderia ser outra. Sempre que nossos olhares se cruzavam parecia que aqueles pequeninos insetos dotados de luz saiam de nossos olhares para celebrarem mais um encontro.

Um amor ingênuo que para nós não passava de amizade, talvez, pelo fato de não sabermos o que estávamos vivendo deixou marcas afetuosas em minha alma.


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Marcas que ainda estão vivas num lugar muito especial aqui dentro, pois não é todo dia que somos abençoados com um sentimento de felicidade eterna. Como se a vida fosse feita para todos serem felizes. Era exatamente desse modo que me sentia.

Hoje acredito que Deus havia planejado o seguinte:

– Essa menininha merece uns anos de felicidade que parecerão eternos, pois serão eles os responsáveis em fazer com que ela siga sempre otimista nos percalços que a espera.


Então… Assim como em toda estória de amor, na minha também existia um obstáculo, “a bruxa”. Era assim que me referia a uma coleguinha que estudava na mesma classe que a gente. Hoje quando relembro dessa “pequena perversa” que fazia de tudo para atrapalhar o que sentíamos, acho graça. Mas na época, passei mal bocados com essa intrusa.

Seu olhar era fulminante. Daqueles que nem é preciso palavras. Um olhar mortal.

Mal sabia ela que, o amor pode até sofrer solavancos, mas nunca morre. Na realidade tenho que confessar que gostava de vê-la tramar e acabar perdendo. Nessas horas era eu quem a olhava com os olhos repletos de alegria e isso a deixava muito irritada. Risos…

O tempo passou e precisei mudar de cidade. Decorridos 32 anos, quando em um dia que parecia não ter nada de especial surge um pedido de amizade no Facebook.


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Não preciso dizer de quem era. Sabe quando o mundo parece parar para que você possa sentir todas as emoções que chegam sem dar intervalo para aproveitar cada uma delas? As recordações voltaram mais vivas e muito, mas muito mais emocionantes. Fiquei bastante tempo olhando as fotos, tentando conhecer sobre sua vida e relembrando o que passamos.

Depois de anos era esperado que nossa aparência mudasse, mas o olhar, esse não tem como mudar. É o meio pelo qual a alma expressa seus mais profundos desejos.

E seu olhar ainda continuava o mesmo! Um olhar repleto de linguagem que só quem conheceu sabe sentir o que ele expressa. Naquele instante poderia dizer que estava amando pela segunda vez, mas na realidade os sentimentos adormecidos foram reacendidos por “aquele encontro” virtual que afagou minha alma com sensações reais.


Ah! O que falar mais do meu primeiro amor, que não tão cedo acabou, porque o que vivemos em nós se eternizou.

Mergulhe e deixe a vida ser o que ela tem que ser… Bem vivida e intensamente!

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