Comportamento

“Meus pais disseram a todos que eu estava morta.” Mulher contou que foi entregue para adoção por ser negra

Direitos autorais: arquivo pessoal.
capameus pais disseram a todos que eu estava morta Mulher contou que foi entregue a adocao por ser negra

Quando era mais velha, a jovem compreendeu o motivo que levou os pais a fazerem isso. Entenda!

Sara-Jayne King é uma mulher como uma história de vida repleta de reviravoltas. Negra, ela nasceu na década de 1980, na África do Sul, e com apenas 7 semanas de idade foi enviada por seus pais, brancos, para o Reino Unido, por conta da cor da sua pele.

À BBC, ela contou que os pais não queriam enfrentar a realidade de ter uma filha com a cor da pele diferente deles. A jovem, que foi criada por uma família adotiva, também branca, nunca foi capaz de compreender totalmente ou aceitar o abandono, especialmente por parte da sua mãe.

No Reino Unido, ela cresceu em uma família de classe média, e muito nova começou a enfrentar as dificuldades de ser diferente. Convivendo com muitas pessoas brancas e sendo vista como “estranha” por elas durante muito tempo, ela passou a acreditar que ser negra era algo ruim, e estava sempre muito sozinha.

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Quando tinha 14 anos, Sara-Jayne descobriu algo que mudou completamente a sua história. Enquanto bisbilhotava o quarto dos pais encontrou uma carta escrita por sua mãe após quase um ano do seu nascimento.

Na carta, a mulher falava que ela era fruto de um caso e que, para não criar problemas para toda a família, ela, o marido e o médico inventaram que Sara-Jayne tinha uma doença rara e precisava de um tratamento médico que só era feito em Londres, e acabou morrendo.

A descoberta causou grandes prejuízos emocionais à jovem, que até mesmo a levaram aos vícios. Ela ainda conseguiu contato com a mãe biológica, mas ela disse que não queria contato com Sara-Jayne.

Para tratar-se do vício, a mulher foi à África do Sul, pois descobriu que os tratamentos nos centros de reabilitação do país eram mais baratos. Acabou voltando ao Reino Unido, mas novamente se mudou para o seu país de origem, porque acreditava ser o seu lar.

Lá, ela conseguiu encontrar o pai biológico por meio de um anúncio de rádio, divulgando o livro que lançou para contar a história da sua vida. Após alguns dias conversando por telefone, eles finalmente se conheceram pessoalmente, em um momento de muita emoção.

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Ela tem um bom relacionamento com o pai e, embora viva na Cidade do Cabo,sempre vai a Joanesburgo para ver seu pai e três meio-irmãos. Sara-Jayne ainda mantém um relacionamento com sua mãe adotiva no Reino Unido, mas está feliz vivendo na África, onde estão as suas origens.