Comportamento

Michael J. Fox arrecada mais de R$ 5,5 bilhões para ajudar a achar a cura do Parkinson

2 capa site Michael J Fox arrecada mais de 55 bilhoes para ajudar a achar a cura do Parkinson

O ator se tornou conhecido por interpretar Marty McFly no filme “De volta para o futuro”, lançado no Brasil em 1985.



A doença de Parkinson é marcada pela degeneração dos neurônios que produzem a dopamina, totalmente ligados ao nosso domínio sobre os movimentos do corpo, que vai acontecendo de maneira progressiva. Como as células nervosas vão sendo destruídas em várias partes do cérebro, o paciente começa a apresentar rigidez muscular e tremores involuntários.

Muitos acreditam que a doença de Parkinson está relacionada apenas às pessoas idosas, mas essa não é a verdade. Neurologistas estimam que de 10 a 20% dos casos ocorrem antes dos 40 anos. Em seu estágio inicial, melhor momento para descobrir a maioria das doenças, o Parkinson apresenta sintomas que nem sempre são reconhecidos de imediato, como lentidão de movimentos, passos mais arrastados, dor muscular, depressão e perda das expressões faciais.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que cerca de 1% da população mundial tenha a doença; no Brasil, o número chega a cerca de 250 mil pessoas, mas não existem confirmações oficiais.


De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, um estudo conduzido no interior de uma cidade de Minas Gerais, com idosos de 64 anos ou mais, mostra que a prevalência de Parkinson foi de mais de 3,3%. Se esse índice for aplicado à população de idosos brasileiros, o número pode passar de 600 mil, isso sem considerar as pessoas jovens que também têm a doença de Parkinson.

Na década de 1980, o clássico “De volta para o futuro” invadia as casas no mundo todo, mostrando as aventuras de Marty McFly, um adolescente que volta ao ano de 1950 depois de uma experiência malsucedida do cientista Doc Brown.

Chegando ao passado, ele precisa fazer com que seus pais se conheçam para que ele possa nascer, e ainda por cima precisa salvar o amigo cientista voltando para casa. O protagonista foi interpretado pelo ator Michael J. Fox, que tinha feito sua estreia na série televisiva Family Ties, antes de estrelar a trilogia de sucesso.

Em 1991, pouco tempo depois de se tornar um ator influente no mundo do cinema, ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson, com apenas 29 anos. Mas a doença só se tornou pública sete anos depois, quando se comprometeu a ajudar no aumento de pesquisas sobre a doença.


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Direitos autorais: reprodução Instagram/@realmikejfox.

Em 2000, Michael anunciou não apenas sua aposentadoria como ator, mas também o lançamento da Fundação Michael J. Fox para Pesquisa de Parkinson, chamada pelo New York Times de “a voz mais confiável do mundo” em relação às pesquisas.

Além de arrecadar dinheiro, tornou-se a maior financiadora sem fins lucrativos do mundo para o desenvolvimento de medicamentos contra o Parkinson. De acordo com o próprio site e declarações de Michael, a fundação já arrecadou mais de R$ 5,5 bilhões em 21 anos de existência.

Em diversos momentos de suas aparições públicas, ele relatou seu comprometimento com a busca pela cura ou por remédios que possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes, sendo inclusive utilizados por ele mesmo, que afirma se sentir mais confortável em seu corpo agora do que há mais de duas décadas.


Cheio de esperança quanto à cura da doença de Parkinson, Michael J. Fox explica que essa é a sua maior vontade e que está tão comprometido, que só vai parar quando conseguir encontrá-la. Junto com a luta por respostas, ele voltou a atuar em 2009, interpretando Dwight, um personagem amargurado e viciado em drogas no “Rescue Me”, da FX Network, que acabou lhe rendendo seu quinto prêmio “Emmy”.

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Fora dos palcos, Michael é autor de quatro best-sellers, sendo “Lucky Man”, seu primeiro livro de memórias, lançado em 2002, “Sempre procurando para cima: as aventuras de um otimista incurável”, lançado em 2009, “Uma coisa engraçada aconteceu no caminho para o futuro”, publicado em 2010, e seu livro de memórias mais recente, No time like the future: an optimist considers mortality”, lançado no ano passado.


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