Comportamento

Mídia abre mão de falar sobre caso Leifert em primeira mão para respeitar família

capa fb Midia abre mao de falar sobre caso Leifert em primeira mao para respeitar familia

Depois de trabalhar por 15 anos na Rede Globo, o apresentador e jornalista informou em setembro do ano passado que, por razões pessoais, iria se mudar do Rio de Janeiro.

Assim que anunciou, no dia 9 de setembro de 2021, que não faria mais parte do casting da Rede Globo, o jornalista e apresentador, Tiago Leifert, de 41 anos, chocou muitas pessoas. De acordo com informações na época, a decisão já tinha sido previamente tomada no ano anterior, mas só foi concretizada com o fim do seu contrato no ano passado.

Porém, no dia 29 de janeiro, Leifert e sua esposa, a jornalista Daiana Garbin, 40 anos, usaram as redes sociais para fazer um anúncio muito mais sério e sensível: a filha Lua, de um ano e três meses, está com retinoblastoma nos dois olhos, um tipo raro de câncer que afeta a retina dos pacientes.

Em meio à comoção pública, os rumores de que jornalistas, colunistas e outras pessoas já sabiam do diagnóstico desde o ano passado surgiram na mídia recentemente. O diretor da Rede Globo, Boninho, informou no Instagram que ele e mais algumas pessoas dos bastidores já tinham recebido essa notícia no início, e que, desde então, tem mandado “muita luz” para o casal, esperando que a cura de Lua aconteça.

Leifert conta que percebeu que tinha algo de errado com a primogênita no ano passado, quando percebeu que ela estava olhando para ele, mas “de lado”, e que existia um reflexo anormal em uma de suas córneas, semelhante ao brilho que os olhos dos gatos possuem, ou mesmo quando um flash de câmera acaba refletindo em uma fotografia.

2 Midia abre mao de falar sobre caso Leifert em primeira mao para respeitar familia

Direitos autorais: Instagram/ @tiagoleifert.

Assim que levou a filha ao oftalmologista, o retinoblastoma acabou sendo confirmado, e o apresentador ligou imediatamente para Boninho, explicando que tinha acontecido algo e que não poderia voltar ao Rio de Janeiro para finalizar as gravações de The Voice Brasil. O diretor compreendeu de imediato que se tratava de uma questão séria, e explica, segundo reportagem do UOL, que fez o possível para substituí-lo na segunda fase do programa, deixando que ele ficasse com a família nesse momento tão delicado.

O casal não queria falar sobre o assunto publicamente, e a vontade foi respeitada pela mídia, porém, depois de quatro meses de tratamento de Lua, que incluiu quatro sessões de quimioterapia, acabou mudando de ideia. Segundo relato dos dois no Instagram, eles acabaram percebendo que o tipo de câncer da filha, além de raro, também era difícil de ser diagnosticado.

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ireitos autorais: Instagram/ @garbindaiana

Como na maioria dos casos de câncer, as chances de sucesso se elevam potencialmente quando o tumor é descoberto no início. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) reforçam que o retinoblastoma é gravíssimo, sendo mais comum em crianças. Justamente por isso, como forma de alertar a população, Tiago e Daiana decidiram abrir o jogo com o público.

Pelos corredores da emissora

Segundo reportagem do UOL, a notícia de que Lua estava com um tipo raro de câncer nos olhos já era conhecida por muitas pessoas da emissora, principalmente pelos funcionários que tinham um contato maior com o apresentador. O assunto já era amplamente comentado pelos corredores da emissora, mas, mesmo assim, todos respeitaram o difícil momento da família, sem veicular a notícia, e apenas aguardando o casal se posicionar publicamente.

Agora, depois do vídeo comunicando a todos, Tiago e Daiana acreditam que a principal missão de vida seja “alertar outros pais” sobre a doença, e como identificar os sinais de algo está errado na visão das crianças, principalmente dos bebês, que não têm a capacidade de enunciar que não estão enxergando.

Mesmo com quatro meses de tratamento, os pais ainda não sabem em qual etapa estão, principalmente porque Lua apresenta estágio E da doença, a mais grave de todas. Se tratada adequadamente, as chances de cura do retinoblastoma chegam a 95%, um número surpreendente e que possibilita esperança em todas as famílias que passam por situações similares.

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