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A mídia influencia sua autoestima?

Até onde a mídia influencia a nossa autoestima?

Quando questionadas sobre sua insegurança, muitas pessoas olham para baixo, dão uma risadinha, e dizem: “Ah, eu me sinto assim mal de vez em quando…”, mas essa é toda a verdade?


Com a popularização das redes sociais, ficar famoso nunca foi tão fácil! Não é preciso um grande talento, você só precisa ser bonito, ter um corpo sarado, um belo sorriso, e uma vida incrível! Assim como grande parte das novas celebridades digitais. Eles gravam suas rotinas cheias de glamour, comidas saudáveis, relacionamentos, e tudo o que o público deseja saber. E até aí, tudo certo. Trabalham porque há quem consuma seu conteúdo. O X da questão é: Qual o verdadeiro motivo de seguirmos essas pessoas? Pense um pouco em sua resposta, antes de continuar o texto.

Se sua resposta for: “Porque sou fã!” ou, “Porque ele(a) me ensina coisas novas!” ou, “Porque gosto do seu conteúdo”, você está no caminho certo. Se você segue a moda sem motivo algum, está no meio do caminho. Mas hoje, venho falar sobre a célebre e verdadeira resposta, aquela que normalmente não salta a boca de quem pertence a esta categoria: “Porque desejo ser esta pessoa”.

Celebridades sempre serão celebridades. Sua conta bancária será cheia, e sua vida, extremamente atarefada. Mas apesar das diferenças, ainda pertencemos a mesma raça. Eles são seres humanos, de carne, e osso, com dramas e inseguranças comuns, que a mídia normalmente não deixa vazar. Sabe por quê? Por causa de pessoas inseguras. Balançar os cabelos segurando um frasco de shampoo na mão, remete a ideia de que aquele produto o fará ter o cabelo da famosa. E o que você faz? Compra o produto.


Pessoas inseguras são o que a mídia precisa para rodar a economia. A perfeição vende. E ninguém está ligando se isso nos faz mal por dentro.

Com o produto em mãos, em frente ao espelho, você se dá conta de que seu cabelo está longe do que o comercial diz. E é aí que tudo começa.

O cabelo, depois as pernas, as celulites, o peso… quão interminável é esta lista? Você passa a enxergar defeitos que antes não o incomodavam, por acreditar que a beleza de outra pessoa, anula a sua. E você até tenta mudar isso. Imitar uma maquiagem, ou um look legal. Tira inúmeras selfies, até lotar a galeria do celular, e não gostar de nada.


Nada.

O espelho passa a ser o inimigo de muitas pessoas, a partir daí. Problemas de autoestima surgem, bem como nos relacionamentos dessa pessoa. E se nada for resolvido, doenças como a depressão, ansiedade, bipolaridade, anorexia e bulimia, são as consequências mais graves de algo que se mostrava singelo, mas não era. A doença parece distante, mas está mais próxima do que imaginamos.

Não estou dizendo para deixarmos de seguir as celebridades nas redes sociais. Longe disso! Só peço que se um dia sentir algo parecido com o que descrevi, decida hoje conhecer a si mesmo, e seus limites. Se algo é tóxico em sua vida – sejam pessoas, emprego, costumes, ou o que for – abandone.

Atraia para si tudo o que é bonito e lhe faz bem. Se o tempo excessivo nas redes sociais o faz comparar sua vida com a de outras pessoas, gaste seu tempo transformando sua rotina com novas atividades que realmente o façam bem. Não tenha inveja dos outros, mas trabalhe seu amor-próprio até perceber que você não desejaria ser ninguém além de si mesmo. Olhe as pessoas nos olhos, sabendo que todos somos semelhantes, e nada nos difere além do que carregamos dentro de nós.

Que sua alma seja tão linda quanto seu cabelo! Mas que seus lábios jurem ao espelho que você ama o que vê também.

Beyoncé disse em seu documentário: “As pessoas olham para as celebridades; elas têm dinheiro e fama. Mas eu sou um ser humano. Choro, tenho medo, fico nervosa, como qualquer outra pessoa”. Está vendo? Todos têm momentos de fraqueza, e insegurança, sim! Mas isso não pode nem deve durar muito. Aumente o som de sua música favorita, e mande embora todos os pensamentos de inferioridade que o cercarem em dias ruins.

Que mesmo em momentos difíceis, nós nunca tenhamos vergonha de quem somos, e de onde viemos. Porque isso nos faz únicos!





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