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Minha máxima culpa? meu máximo perdão!

Forte, profundo e maravilhoso esse texto!!  Uma reflexão ousada,  de puro reencontro com o nosso ser…



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“Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is?

Se você não está feliz, o problema é seu!


Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu).

O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito.

A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento.

Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros.


Vai dizer que não?

Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!!

Ah, sei… Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim.

Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços.


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Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade.

Pelo que você faz e recebe da vida.

Decorou?


Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa.

Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar.

Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas.

Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste.


É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): 

O PERDÃO!

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Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria PERDOAR!


Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo.

Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim.

A mim, que me ferrei. Me iludi. Mas me refiz. Me encantei. A culpa é minha.

Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas.


Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca.

Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz.

Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.

Eu só te peço uma coisa.


Pare de culpar a vida.

PERDAO

Pare de ter pena de você.

Assuma-se. Aceite-se. Culpe-se . Estrepe-se.. Mate-se.

Mas, PERDOE-SE!

Pelo amor de Deus, PERDOE-SE!

– Fernanda Mello

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