Comportamento

Modelo-mirim tem cabelos cortados por colegas da escola por ser “patricinha”: “Tortura”

O caso aconteceu em Salvador, e a menina, na época com 10 anos, foi levada a uma sala afastada por duas meninas, que deram a desculpa de que queriam apenas conversar.



Nos países onde o inglês é predominante, quando uma criança tem o hábito de intimidar os colegas, é chamada de bullie (valentão), e o termo bullying parte daí.

O termo foi popularizado pelo professor de psicologia Dan Olweus e se refere a gestos que machucam, ferem, intimidam e agridem pessoas, e isso pode ser fisicamente ou verbalmente.

Normalmente, as vítimas de bullying costumam ser pessoas que, por alguma razão, são consideradas mais “indefesas” e mais vulneráveis a ataques. Portanto, a prática de violência acontece quando existe uma relação desigual de poder entre o agressor e a vítima, que reforça a diferença hierárquica entre eles.


A atriz e modelo-mirim Ketly Luize, de 11 anos, sofreu no ano passado justamente com essa prática. Vítima de duas colegas da escola, ela teve os cabelos cortados durante uma festa da instituição, em Salvador, na Bahia.

A menina era nova na escola e já tinha relatado aos familiares que estava sofrendo uma espécie de “mal-estar” em relação a algumas outras alunas de séries abaixo da sua. A mãe da menor, Ana Gleice, compartilhou fotos do ocorrido, explicando um pouco a situação e mostrando o tamanho de sua indignação.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ketly.luize.

Ela conta que a filha, que estava frequentando a escola havia apenas três dias, estava sendo constantemente chamada de “patricinha”, além de receber “olhares atravessados” de duas outras meninas.


No dia do incidente, durante o evento escolar, as meninas chamaram Ketly a uma sala do primeiro andar do prédio, onde não havia ninguém. Elas tinham dado a desculpa de que queriam apenas conversar para se tornar amigas, e todas acabaram se isolando dos demais, que estavam na quadra, na festa.

Na sala, uma das meninas segurou Ketly com as mãos para trás, enquanto tampava sua boca, enquanto a outra tirou uma tesoura da saia e começou a picotar os cabelos da criança. Durante a agressão, elas ainda ameaçavam a pequena, dizendo que deveria ficar calada ou algo muito pior poderia acontecer, enquanto apontavam a tesoura para o peito dela.

Ana disse que todos os familiares entraram em choque com tamanha tortura, principalmente porque tinha deixado a filha em um ambiente onde, teoricamente, ela deveria estar segura. Muito abalada com a situação, Ketly tem dificuldades para dormir e a mãe explica que ela mudou completamente, sendo que até a psicóloga que a família contratou para ajudar chorou com o relato da menina.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ketly.luize.


Em outra publicação, Ana ainda explica que não pode mostrar o rosto das agressoras, já que elas são menores de idade, nem sente o desejo de fazer isso, mas que espera que exista algum tipo de justiça para o que a filha passou. Como a escola não entrou em contato com os pais das outras crianças, a mãe decidiu protocolar uma queixa formal no Ministério Público, Conselho Tutelar e Vara Cível, pedindo algum tipo de resposta e amparo legal.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende a denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua, além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.


Maria Casadevall vai à pré-estreia com namorada e sofre lesbofobia nas redes sociais

Artigo Anterior

“Ele me escolheu como pai.” Homem assume paternidade de filho de ex-namorada

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.