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“Monstro da Ceasa”, o assassino do Pará, que matou 3 menores e foi consolar suas famílias!

Foto: O Liberal.
capa Monstro do Ceasa o assassino do Para que matou 3 menores e foi consolar suas familias

Entenda melhor o bizarro caso que aconteceu no Norte do país!

Nosso país é cheio de histórias de crimes bizarros, que chamam a atenção e nos mostram que a maldade do ser humano não tem limite. Hoje contamos uma delas, que aconteceu em Belém, no Pará, entre dezembro de 2006 e março de 2007.

André Barbosa, que ficou conhecido como “Monstro da Ceasa” ou o “Maníaco da Ceasa”, é um serial killer que matou três crianças nesse período e chamou a atenção pela crueldade e frieza tanto para com as vítimas quanto para com seus familiares. Todos os crimes aconteceram nas matas da Ceasa, em Belém, por isso ele ganhou esse nome.

José Raimundo Oliveira, Adriano Augusto Nogueira Martins e Ruan Valente foram as vítimas de André, e a princípio os crimes não foram todos ligados a ele. No entanto, os investigadores perceberam que dois desses crimes eram muito parecidos.

Segundo contou Dilson Pimentel, que acompanhou o caso, em uma matéria para O Liberal, a posição dos corpos dos meninos e das sandálias que usavam era similar, e foram mortos dentro da mata, a cerca de 200 metros da rodovia. Além disso, a forma como os corpos haviam sido deixados não era algo aleatório, mas se tratava de uma “assinatura” do crime, algo comum entre serial killers.

Descobrindo o segundo corpo, que se tratava da terceira vítima do “Monstro da Ceasa”, os policiais civis da região estabeleceram uma força-tarefa para montar uma investigação mais específica. Esse grupo incluiu delegados de três bairros.

Os profissionais, coordenados pelo delegado Paulo Tamer, depararam-se com algumas dificuldades durante as investigações, entre elas pistas falsas e boatos. No entanto, o trabalho foi evoluindo e a equipe descobrindo um pouco mais sobre o autor dos crimes.

2 Monstro do Ceasa o assassino do Para que matou 3 menores e foi consolar suas familias

Direitos autorais: Reprodução.

Quando descobriram que se trata de um serial killer, ficou mais fácil entender o que estava acontecendo. Também contaram com apoio da escritora Ilana Casoy, especialista no assunto.

Os policiais perceberam que as vítimas estudaram na mesma escola, moravam no mesmo bairro (Guamá), frequentavam a mesma lan house (cyber café) e tinham o mesmo perfil socioeconômico, o que permitiu direcionar as investigações, além de evitar mais vítimas.

Prisão

Como a maioria dos assassinos, André cometeu um erro. Enquanto tentava fazer a quarta vítima, aplicando-lhe um golpe de imobilização, ele errou, com isso o menor conseguiu fugir. O criminoso derrubou seu celular no local do ataque, e essa foi a informação que faltava para que a polícia, munida de muitas informações nos 11 meses de investigação, conseguisse prendê-lo. Segundo ele, o celular foi uma das “pistas” para os policiais.

No dia seguinte à sua prisão, o “Monstro da Ceasa” foi interrogado por Dilson e confessou os crimes, mas dizia não se lembrar de ter praticado abuso sexual contra os três meninos. Também relatou se arrepender de tirar a vida dos garotos e que não há uma explicação lógica para o que fez.

Frieza

Um dos fatores que mais chamam a atenção nesse caso é a frieza de André e a maneira como se comportou após os crimes. O homem estava acima das suspeitas, pois era conhecido e querido na vizinhança, inclusive ajudou nas buscas aos meninos e consolou seus familiares, motivo pelo qual nunca foi tratado como suspeito.

No mesmo depoimento a Dilson, o assassino contou que foi abusado sexualmente por um traficante, dos 5 aos 7 anos, que não era um monstro e merecia uma segunda chance.

Condenação

Em 17 de novembro de 2008, o serial killer foi enquadrado nos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver, além de atentado violento ao pudor contra José Raimundo Oliveira, Adriano Augusto Nogueira Martins e Ruan Valente.

Foi condenado a 104 anos de prisão pelas mortes e também respondia a uma ação penal por violência sexual contra outro adolescente. André negou a autoria dos crimes, confessando apenas o ataque à última vítima.


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