Notícias

Garotinha de 6 anos que foi agredida por mãe e madrasta não resiste e falece após sofrer torturas

Ketelen Vitória sofreu politraumatismos e uma parada cardiorrespiratória tirou-lhe a vida



Após ser espancada pela mãe Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos e madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, a pequena menina Ketelen de seis anos deu entrada ao Hospital Municipal São Francisco de Assis. Com informações do Extra, as agressões começaram na sexta feira, estendendo-se até segunda, quando decidiram levar a menina ao hospital.

O quadro dela era de politraumatismo, múltiplas lesões corporais agudas e crônicas. Em 24 horas de permanência no hospital, seu quadro clínico agravou consideravelmente, com “deterioração das funções vitais”

Mãe da madrasta contou que Ketelen era uma criança boa e respeitadora. Muito amável, que a chamava de tia. A mãe da garotinha, porém, só deixava a menina no quarto porque a madrasta nunca gostou de criança.


Segundo a mãe de Brena, que disse ter presenciado tortura sofridas pela menina, sua filha sempre teve um comportamento abusivo e agressivo com suas namoradas e familiares. Mas foi a primeira vez que ela havia batido em uma criança.

Outras testemunhas também reforçam o comportamento violento das suas mulheres com a criança. Brena foi acusada de jogar uma televisão na cabeça da própria mãe. Segundo a vizinha, isso já acontecia com certa frequência e era para Brena estar presa há muito tempo, relatou.

A mãe da madrasta afirma que as agressões à Ketelen aconteciam em conjunto, por ordem da mãe da menina. Segundo ela, tanto a filha quanto a nora devem pagar pela morte da garota. Além das agressões, torturas também foram praticadas. Ketelen ficava trancada no quarto sem comer. A mãe da madrasta que dava comida escondido para ela, fazia pipoca, comprava guaraná e a alimentava.

Os moradores próximos estão clamando por justiça. Outro vizinho disse que mora a quatro casas de distância da de Brena e se tivesse ouvido ou visto algo, teria denunciado. Mas nunca viu a criança, porque ela ficava presa.


Foi decretado a prisão preventiva das duas agressoras, frisando a gravidade das lesões sofridas pela criança de apenas seis anos. Ao optar por manter as mulheres presas, o magistrado enumerou os detalhes da violência que Ketelen sofreu na casa da família.

A tortura durou pelo menos 48 horas, com chutes e socos por diversas vezes, sendo a vítima arremessada contra a parede e um barranco de sete metros de altura e sendo chicoteada com cabo de televisão.

O sofrimento foi físico e psicológico, afirma o juiz Marco Aurélio da Silva Adania, que decretou a prisão das mulheres. Ele ressaltou que elas confessaram o crime e o que pesou ainda mais na decisão foi de que omitiram socorro, piorando a situação de saúde de Ketelen.

Acredita que só a levaram para o médico por verem que a menina não esboçava mais reação e temeram por sua morte. A madrasta da menina alegou que sofreu violência no ato da prisão e o juiz pediu que as “eventuais” agressões fossem apuradas e provadas.


Recém-nascida é encontrada em caixa de papelão em Salvador com carta escrita por possíveis pais

Artigo Anterior

Bebê nasce em SC com anticorpos contra a Covid

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.