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Mudar é doer! encarar essa dor é ter a oportunidade de sorrir diante do resultado!

MUDAR É DOER capa e dentro

Hoje quero falar com você sobre a importância de encarar a dor para alcançarmos algo maior.



Um jovem muito querido meu decidiu deixar a casa onde vivia com a mãe e o padrasto desde os 5 anos de idade. Por quase duas décadas, esse ser vazio, desprovido de luz e emoção, não conseguiu estabelecer com ele um laço afetivo. Depois de uma vida de abandono emocional, abuso psicológico, pirraças e desfeitas destinadas a minar a autoestima e destruir a identidade, primeiro da criança, depois do adolescente e agora do homem, o jovem acabou por crescer com algumas inseguranças e bastante explosivo.

Obviamente, o perverso, que está constantemente em busca de algo que legitime sua conduta maligna sobre seus alvos, passou a usar essas características para justificar sua falta de conexão com o enteado. Uma desculpa que sempre pareceu “colar” para quem não compreende o “modus operandi” de perversos narcisistas.

Comigo, porém, não cola e bastaria confrontar suas desculpas com uma simples pergunta, para vê-lo sair da sala com o rabo entre as pernas, não voltando a aparecer enquanto eu não tivesse sumido dali e da face da Terra. Como não ousa me encarar, decidi presenteá-lo com esta homenagem e alguns questionamentos:


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“Hoje seu argumento é que se tornou explosivo, que é impossível ser amigo dele, mas me diga, quando era apenas um menino de 5, 7, 8, 10 anos, qual era o problema? O que levou você, por exemplo, a pegar uma pipa da rua e dá-lo a crianças estranhas, dizendo a esse menino, à época uma criança com 9 anos de idade, que se ele quisesse um, pedisse para sua mãe comprar? O que lhe impediu de tratar a criança com afeto; de representar a figura do pai? Como você resistiu ao afeto de uma criança? Bom, meu caro, acho que para começar, você fracassou em ser o parâmetro bom, o exemplo, a estrutura. Acho que o “temperamento difícil”, do qual você reclama e atrás do qual você se esconde para fazer tanto mal, é o grande reflexo do nada que você teve para dar e transmitir em quase duas décadas. ”

Ao jovem, que tenta atordoado começar a vida do zero, longe de sua zona de “pseudo-conforto”, deixo a seguinte mensagem, a qual também deixo para você, caro leitor, que reluta em romper com o que o lhe impede de crescer e tocar todo o seu potencial:

Decisões importantes e grandes mudanças, aquelas que nos chutam para fora da zona de conforto e nos impulsionam em direção à vida plena que desejamos e merecemos, vêm, quase sempre, acompanhadas de dor.


Quando dobramos os joelhos pedindo aos céus que mexa com nossa estrutura, imaginamos que um poder superior vá chegar consertando as coisas quebradas e fechando feridas. Mas se você parar para pensar, quase toda grande mudança, aquela boa, vem acompanhada do oposto. Sim, grandes mudanças abrem feridas e colocam tudo de pernas para o ar, promovendo, num primeiro momento, caos, desconforto e insegurança.

Quando se dá a luz a uma pessoa, trazendo-a para a vida, sente-se dor. Quando se deseja um corpo sarado, encara-se a dor da academia. Quando se deseja dinheiro, enfrenta-se a dor do trabalho duro ou o perigo de tirá-lo de alguém. Quando se deseja cessar um ciclo de abuso em casa, no trabalho ou na vida, encara-se a dor da ruptura. Mudar é doer. Encarar essa dor é ter a oportunidade de sorrir diante do resultado.

No primeiro momento, aquele amargo-doce, aquela borboleta no estômago e a clara sensação de que parece que o mundo vai desabar sobre sua cabeça, lhe ordena que faça o caminho de volta ao intolerável. Mas se tiver coragem de enfrentar esse estado de coisas; de dor insuportável, mas necessária, verá o incrível milagre da vida acontecer diante dos seus olhos. O milagre que você é e não sabia.

Lucy Rocha-Personal Coach


Meu caso de amor é comigo mesmo, mas de vez em quando eu pulo a cerca!

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