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Mudar para agradar o outro funciona?

Não raro, quando nos relacionamos, lidamos com grande dificuldade com aquilo que no outro percebemos como “defeitos”. Assim, entramos numa luta homérica para promover no outro as mudanças que entendemos farão da pessoa o par perfeito.



É preciso ter cuidado com nossos ímpetos de querer mudar as pessoas e mais cuidado ainda com gente que chega fazendo exigências que irão “transformar você em uma pessoa melhor”.

Com isso não quero dizer que devemos “empacar” em nossos maus hábitos, gritando aos quatro cantos do mundo: “sou assim e não vou mudar, quem me quiser que me aceite”. Nada disso. Mudanças são boas e necessárias ao longo da vida, mas num relacionamento saudável, se houver mudanças seja em você, seja no outro, devem ser espontâneas e para seu próprio crescimento, jamais exigidas.

É um erro mudar para agradar o outro e sufocar quem você é. Ninguém pode manter isso por muito tempo e continuar sendo feliz. E é um erro ainda maior esperar que o outro se torne quem nós idealizamos. Impor a si ou ao outro mudanças é, no primeiro caso, adaptabilidade doentia e no segundo, falta de respeito com o que o outro acha ideal para si.


Ainda que você esteja coberto de boas intenções, cada um sabe o que é melhor para si. Aceite isso, cuidando de seu próprio bem estar. Verá que cuidando de si, atrairá para sua vida apenas seus semelhantes e, naturalmente, deixará de fora que não compartilha com você nada em comum; gente que para caber na sua vida precisa mudar ou para lhe encaixar na dela, precisa primeiro que você mude. Há algo artificial nisso, algo que não flui, que não cai bem.

Então, se neste momento está se relacionando com alguém que “poderia mudar só um pouquinho para que tudo fique perfeito” ou que acha isso a seu respeito, tenha coragem, olhe para a realidade e pergunte se ela, assim como se apresenta agora, é aquilo que você deseja para sua vida.

Pergunte-se se realmente crê que há algo em você para ser modificado ou se está confortável assim. Pergunte-se se deseja mudar para se adaptar ao ideal do outro.

Pergunte-se se é capaz de aceitar o outro sem que mude para adaptar-se ao seu ideal.


Seja honesto nas respostas e aja de acordo!

De olhos fechados se vê o que realmente importa…

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