Muitas vezes, voltar atrás é sinal de evolução

Se voltar atrás o ameniza os sentimentos, tente!



Ideologias que taxam as atitudes alheias, sejam elas quais forem, são muitas vezes reducionistas e limitadas. Privam a partir de conceitos fracos, o sujeito, de fazer o que ele verdadeiramente gostaria de fazer.

Isso acontece desde atitudes como: querer voltar em algum relacionamento, em alguma amizade, em algum emprego… os fatores que o levaram a abrir mão foram necessários, e, provavelmente, têm motivos para serem válidos, mas se você sentir necessidade em se vincular outra vez, por que não tentar?

As circunstâncias mudam, as pessoas mudam e você mudou. Não necessariamente o retorno será sinônimo de “igualdade”, e, sim, de tentativa, que pode dar certo ou não. Assim como todas as suas escolhas, estará sujeito a alternativas positivas e negativas.

As pessoas tendem a rechaçar atitudes que contradizem as novas descobertas, ao novo, no entanto, esquecem que a cada dia somos mais evoluídos, o que nos diferencia da pessoa que éramos ontem, ou de 10 minutos atrás.


Temos que compreender que, muitas vezes, as inferências alheias não serão relevantes em nossas tentativas. Cada pessoa é responsável por suas escolhas e por sua trajetória de vida. O que você fez, faz ou deixa de fazer, cabe somente a você!

Voltar atrás, perdoar, relevar é sinal de minimizar o sentimento de frustração (que em muitas pessoas pode ter se agregado à raiva e decepção). Tudo na vida acontece por algum motivo e alguma razão, que o fizeram aprender.

Nas crenças indianas, há uma ideia que chamam de “4 leis indianas”, ela nos ensina, de forma pontual, pensamentos que nos auxiliam nos processos de aceitação, que percorrem ao longo de nossa existência, são elas:

Primeira lei: “Qualquer pessoa que chega em nossas vidas ou, de certa forma cruza nossa jornada, é a pessoa certa! ” Mesmo que você encare como algo desagradável, a pessoa que você julga que o faz bem ou mal, é exatamente a pessoa que você necessitava em sua vida para agregar, seja de forma direta ou indireta. As pessoas estão exatamente onde deveriam estar!



Segunda lei: “Tudo aquilo que nos acontece, é exatamente o melhor que deveria ter acontecido! ”Mesmo que você veja a situação de forma triste, frustrante e se martirize por ela, o universo sabia e sabe o que é necessário para sua vida, todas as situações que viveu, vive e viverá são fundamentais para sua evolução como pessoa.


Terceira lei: “Sempre que começamos algo, começamos no momento certo! ”. Não existe “pessoa certa na hora errada”, “deveria ter esperado o momento adequado”. O que você fez foi exatamente no momento que deveria ter feito, as circunstâncias e situações que o levaram a tomar tais decisões, então, não é justo (com você) você se lamentar pelas atitudes já tomadas.


Quarta lei: “A história acaba quando termina!” O que aconteceu, aconteceu. Os momentos são únicos e se terminou, não cabe a você pensar e julgar o que deveria ou não ter acontecido, para não ter acabado e encerrado tal ciclo.

Você deve analisar suas atitudes e ações perante tais situações, se caso necessário se ajustar com as pessoas que permearam por sua trajetória, não devemos carregar em nós, os sentimentos de frustração dos outros. E da mesma forma que cada situação é única, não devemos generalizar um sujeito pelo que ele fez ou não, se passou, deixe verdadeiramente passar.

Muitas das filosofias doutrinárias nos trazem reflexões sobre nossos pensamentos e comportamentos, não devemos acreditar em tudo, mas devemos tentar acreditar com convicção naquilo que nos deixa mais felizes e confortáveis com os nossos princípios.

Se voltar atrás o ameniza os sentimentos, tente! O máximo que poderá acontecer é a situação não ser mais favorável, porém você não ficará com dúvidas do que poderia ou não ter acontecido e, finalmente, assim poderá, de cabeça erguida, se orgulhar de ter tentado!


Direitos autorais da imagem de capa: Loe Moshkovska from Pexels

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