Muito além do “feliz natal”: é justo desejarmos aos outros aquilo que não temos em nós?

Mais um 25 de dezembro chegou e, novamente, uma infinidade de pessoas volta a seguir o “ritual” anual de abraços, beijos, simulações de carinho, de amor, de afeto (…) desejos de coisas boas para os outros e para si mesmo(a). Enfim, mais uma vez, damos uma freada na “louca” e frenética rotina diária – e anual – para, por um pouco instante, focarmos no próximo e em nós mesmos e, mesmo que por uma pequena fração de tempo, nos desejarmos mutuamente coisas boas, boas vibrações energéticas, enfim, o famoso e tradicional “Feliz Natal!”.



Sem querer ser chato ou pseudomoralista, e apenas fazendo um questionamento filosófico: As situações que mencionei no parágrafo anterior, por si só, bastam? “Feliz Natal” é apenas aquilo? “Pera lá!”… E os outros dias do ano? É justo desejarmos aos outros (Feliz Natal ou Próspero Ano-Novo) aquilo que não temos em nós?

Após ler este artigo, enquanto você faz uma profunda reflexão sobre ele (assim espero), entre no seu Facebook e analise minuciosamente os rostos, os olhares, os semblantes das fotos de seus amigos virtuais (ou reais) que postaram mensagens (geralmente “quilométricas”) de “Feliz Natal”.


Compare o que escreveram nas postagens com as imagens que publicaram. Analise se, de fato, estas pessoas estão tendo – ou tiveram – um Natal feliz. Na maioria – quase absoluta – dos casos, você constatará que… NÃO!.

Em tempos de modismos (aliás, a última da vez é o tal “Manequin Challenge”) relâmpagos das redes sociais e da TV, acaba sendo “feio” e até “deselegante” você, em pleno Natal cristão (mesmo que você não seja adepto de (Jesus) Cristo, ou do Cristianismo), é um “absurdo” você não sair por aí desejando um “Feliz Natal” pelos quatro cantos do Planeta. E, assim, mesmo que você não esteja naturalmente com vontade de fazer isso, você acaba “entrando no modismo” e manifesta o mais falso dentre todos os “Feliz Natal” que há. Que horror!

Nesse exato ponto deste artigo você deve estar indignado(a) comigo e se perguntando: “Este colunista “herege” é contra o Natal?” ou “Este colunista é contra a ação das pessoas de desejar Feliz Natal?” ou ainda: “Ajo errado em desejar um Feliz Natal às pessoas?” Por favor, coloque um “NÃO!” (bem grande mesmo) como resposta a cada uma destas indagações. Ok?


O problema não está na vivência do Natal, ou em distribuir “Feliz Natal” pra todas as pessoas que cruzarem seu caminho ou que estão em suas redes sociais na internet. Não! Absolutamente, não! O problema ocorre quando você deseja algo que sequer vivencia ou que, sequer, está dentro de você. Fica falso. Fica vazio. Não tem “gosto”. Não tem prazer. Não tem felicidade, pois, simplesmente não existe em você para que possa ser replicado nas pessoas à sua volta.

Aqui, agora, tiro o foco do Natal sobre o personagem – real, ou mitológico – de Jesus, o Cristo, o Messias “Filho de Deus”, segundo os cristãos; para focar no verdadeiro sentido, no verdadeiro significado do Natal. Raciocinem comigo. Bora lá…

Quantos de nós damos a devida atenção, o devido respeito e importância aos ensinamentos do ícone do Cristianismo, Jesus, principalmente a máxima do “amar ao próximo como a si mesmo”? Quantos de nós, quando chega o Natal, nos importamos com coisas materiais, guloseimas, festas, viagens… “Pera lá!”… E os ensinamentos de Jesus?

Você não precisa, necessariamente, crer na existência do ser chamado Jesus de Nazaré, o Cristo, o Messias “filho de Deus”, segundo pregam os cristãos. Aquele que nasceu para salvar a humanidade do pecado. Absolutamente! É irrelevante crer nisso, ou não. Entendo ser muito mais importante focar, respeitar e praticar os ensinamentos, as reflexões atribuídas a Jesus. Aí, sim, a partir disso, deste entendimento seguido de prática diária – eu disse DIÁRIA! – aí, sim, vale a pena desejar um “Feliz Natal” a todas as pessoas do mundo, e até aos extraterrestres!

Somente compreendendo, verdadeiramente, sentimentos sublimes como o amor, o perdão, a caridade, a tolerância, a compaixão (…) e, evidentemente, praticando tais sentimentos, na forma de ações concretas, pontuais e materiais (ou materializadas destes abstratos sentimentos) estaremos conectados à verdadeira e contagiante energia natalina e, assim, criaremos a atmosfera ideal – e verdadeira – para sentirmos o verdadeiro “espírito do Natal” e, assim, compartilhá-lo com todas as pessoas com as quais mantivermos algum tipo de contato físico ou virtual.

Gente, em tempos de forte carência mundial de sentimentos e ações nobres e sublimes do bem, do amor e de paz; não é justo que continuemos a banalizar o desejo de um “Feliz Natal”. Ratifico que é preciso sentir, de verdade, o Natal, aliás, um Natal feliz para, somente depois, sairmos por aí desejando um Feliz Natal a todos.

Feliz Natal não se deseja só “de boca”, com palavras. “Feliz Natal” se deseja, principalmente, com atitudes nobres e sublimes, capazes de causar profundas, salutares e agradáveis transformações nas pessoas, nas rotinas diárias de vida, nos lares, nos ambientes que frequentamos mas, sobretudo, em nós mesmos.

Terry Marcos Dourado

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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