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“E a louça, lavou?” Mulher faz compra de camiseta feminista e se depara com frase machista em embalagem

Marina afirma que ficou sem reação quando recebeu o pacote, que havia encomendado de uma loja especializada em produtos feministas.



Com a popularização das redes sociais e o aumento no número de pessoas que têm acesso à internet, lojas do mundo inteiro têm criado alternativas para lidar com esse público, criando lojas online. A pandemia também fez com que empreendedores tentassem lidar com o isolamento social, medida de contenção do novo coronavírus.

A quantidade de novos empreendimentos nos últimos meses chega a surpreender, e os comerciantes tentam atender a todos os nichos possíveis.

Marina Tarôco, de 28 anos, encomendou uma camiseta em uma loja virtual especializada em produtos com o viés feminista, mas relata que tomou um susto quando recebeu o produto.


A embalagem estava violada, o lacre de segurança havia sido rompido e na embalagem, que tem a palavra “feminista” impressa em inglês, uma frase escrita à caneta causou choque imediato na cliente: “E a louça, já lavou?”, disseminando o contrário do que a empresa defende.

Marina, que trabalha como supervisora de qualidade em São João Del Rei, Minas Gerais, compartilhou o caso nas redes sociais, e a situação acabou viralizando. A empresa Jadlog, responsável pelas entregas, informou em nota que repudia o comentário machista escrito na embalagem e está apurando o possível envolvimento de funcionários.

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

Segundo informações do G1, a cliente contou que a empresa pediu desculpas e disse que ia entrar em contato com a matriz, para averiguar o que tinha acontecido. Assim que compartilhou o ocorrido, muitas páginas e perfis pessoais republicaram a foto, e a supervisora chegou a receber outros comentários em tom de deboche, perguntando se, afinal, “a louça estava limpa ou não”.


Direitos autorais: reprodução.

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

Délis Magalhães, dona da loja de Araraquara, explicou que não ficou surpresa com a atitude da pessoa envolvida. Lamenta pelo ocorrido e disse que fica chateada pela cliente que recebeu o produto dessa maneira, já que ela havia comprado para difundir os ideais de um movimento social, e acabou recebendo o oposto do que esperava. Tanto a dona da loja, quanto Marina esperam que alguém seja responsabilizado pelo ocorrido.

Délis ainda comentou que, para muitas pessoas, esse ato pode parecer algo pequeno, “engraçado”, mas que pode gerar violência contra a mulher, tanto física, quanto psicológica, no futuro. Para a cliente, situações desse tipo vão seguir acontecendo, caso uma providência não seja tomada.


A empresa que fez a entrega se manifestou, afirmando que repudia qualquer ação ou comentário machista, que defende um mundo igualitário, onde homens e mulheres são tratados da mesma forma. Como as etapas para que o produto chegue até o cliente são muitas, a Jadlog informou que vai investigar para saber se um de seus funcionários está envolvido.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.


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