Comportamento

Mulher é acusada de ser uma mãe ruim por usar roupas “ousadas” e rebate: “Não me importo”

Iskra Lawrence usa suas redes sociais para ajudar outras mulheres a se sentirem mais confortáveis com o corpo natural, por isso, faz questão de enaltecer a beleza do seu.



No fim da década de 1990, indo totalmente contra o padrão de beleza da época, surge, nos Estados Unidos, o movimento Body Positive (positividade corporal, em tradução livre). Connie Sobczak e Elizabeth Scott criaram o instituto The Body Positive para ajudar mulheres a saírem da realidade opressiva que as fazia lutarem diariamente contra seu próprio corpo.

Com as redes sociais, o movimento de aceitação corporal se tornou ainda mais forte, buscando questionar famosos, subcelebridades e influenciadores digitais que passaram a lucrar muito prometendo dietas mirabolantes e falsas para que pessoas comuns atingissem a magreza idealizada nas propagandas.

A quantidade de perfis de pessoas que enaltecem corpos reais só vem aumentando. No Brasil, o movimento Corpo Livre chegou com força total quando a jornalista e influenciadora Alexandra Gurgel passou a abordar o tema em vídeos no YouTube e publicações nas redes sociais, usando a hashtag #CorpoLivre.


A ideia de aceitar corpos sem intervenção estética não vem como punição para quem é adepto de plásticas, mas oferece às pessoas, principalmente às que não possuem renda, uma oportunidade de aceitarem sua existência tal qual ela é.

Iskra Lawrence é modelo, influenciadora e mãe, e usa suas publicações exatamente como forma de criticar o padrão de beleza vigente, que glorifica a magreza e a alimentação incorreta. Para encorajar outras mulheres na aceitação corporal, ela posta fotos com roupas que muitos consideram “ousadas demais” para uma mãe.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@iskra.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@iskra.


Aos 30 anos, Iskra sabe o quanto seus trajes podem “incomodar” outras pessoas, principalmente agora que é mãe. Em um vídeo, a modelo compartilha todas as inseguranças que tem quando coloca roupas justas, decotadas, curtas ou de banho. Como é curvilínea, ela explica que muitos acreditam que ela está apenas querendo “chamar atenção”, ou que é uma “mãe ruim”, como se roupas pudessem definir caráter.

A jovem conta que poderia simplesmente usar um terno preto liso, assim ninguém pensaria algo ruim, mas prefere usar o que a deixa mais à vontade, sem se preocupar com o que os outros vão pensar a seu respeito. Dessa forma, ela acredita que vive da melhor maneira possível, sendo honesta consigo mesma, com seu corpo e com suas lutas.

Iskra ainda revela que as inseguranças sempre estão presentes no seu dia a dia, mas que tenta apenas racionalizá-las, acalmá-las e intimidá-las, porque nenhuma pessoa pode impedir a outra de fazer o que quiser e de se vestir da forma como achar melhor.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@iskra.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@iskra.

Não é preciso rolar muito o perfil da modelo para se deparar com comentários pejorativos nas imagens, alguns a chamando de “gorda”, outras dizendo que sua postura não serve como “exemplo para o filho”, mostrando que o vídeo que fez serve justamente para responder a essas pessoas. Para Iskra, nada vale mais do que aproveitar plenamente a vida, sem precisar se importar com o que vão pensar de você.

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