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Mulher é presa por mandar matar namorado após descobrir que ele mantinha trisal incestuoso

Direitos autorais: TV Verdes Mares/ Reprodução
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Uma mulher foi presa suspeita de pagar para matar o companheiro e uma familiar dele após descobrir que ele mantinha um relacionamento com a própria filha e uma terceira pessoa.

A prisão ocorreu em Canindé, no interior do Ceará. Eles foram baleados na porta de casa e estão internados.

Conforme Daniel Aragão, delegado responsável pelo caso, Maria Aparecida Barroso, de 36 anos, namorava Jaelson Oliveira, de 39; Jaelson, por sua vez, mantinha um segundo relacionamento, este envolvendo três pessoas: ele, a própria filha, de 20 anos, e o genro dele, de 26 anos.

Ao descobrir o trisal incestuoso, Maria Aparecida pagou R$ 3 mil a duas pessoas para que elas matassem pai e filha. O assassinato foi intermediado pelo namorado da filha do seu companheiro.

Segundo a Polícia Civil, poucas horas após crime, a Polícia Militar apreendeu um homem e um adolescente de 17 anos, suspeitos de participação nas duas tentativas de homicídio. Durante a investigação, os policiais militares apreenderam um revólver, que teria sido utilizado no crime.

Crime encomendado

Ainda segundo a polícia, o primeiro a saber do relacionamento amoroso entre pai e filha foi o namorado da jovem. Ele aceitou manter um relacionamento a três e contou o caso para Maria Aparecida, a namorada do sogro.

Em depoimento, ela afirmou que ao descobrir o caso tentou a separação, mas recebia ameaças do companheiro e até pensou em tirar a própria vida.

Diante da situação, ela ofereceu R$ 3 mil para o namorado da jovem contratar os executores do crime, ocorrido em junho deste ano. As vítimas foram baleadas na entrada de casa. Ambos foram socorridos para uma unidade de saúde da região.

A delegacia aguarda o homem receber alta para ouvir o depoimento dele. Caso seja comprovado o relacionamento dele com a filha, ele poderá responder por estupro de vulnerável.

Maria Aparecida Barroso deixou a prisão em Canindé, no Interior do Ceará, por volta das 19h30 do dia 11 de outubro de 2021. Ela ficou presa por duas semanas e vai responder à Justiça em liberdade. As informações são do Diário do Nordeste.

O juiz Wallton Pereira de Souza Paiva, da Comarca de Canindé, justificou que a mulher receberá a liberdade provisória porque “é tecnicamente primária e possui bons antecedentes”.

O magistrado também pontuou “que não mais persistem os motivos que embasaram a decretação da prisão da requerente, de modo que, em um primeiro momento, sua liberdade não põe em risco a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução criminal ou a aplicação da lei penal”.

Maria Aparecida havia sido presa cautelarmente em 27 de setembro de 2021, tendo sua prisão mantida pela Justiça no dia seguinte.

O juiz determinou que Maria Aparecida cumpra as seguintes medidas cautelares:

  • Comparecer mensalmente ao juízo para informar e justificar atividades (art. 319, I, do CPP);
  • Está proibida de ausentar-se da Comarca enquanto não findar a persecução criminal (art. 319, IV, do CPP);
  • Recolhimento domiciliar noturno de 19 às 6h, inclusive nos fins de semana;
  • Comparecer a todos os atos do processo.