Comportamento

Mulher exibe bigode nas redes sociais e deixa de usar filtros para “derrubar padrões de beleza”

Tentando conscientizar seus seguidores de que os filtros usados em aplicativos e redes sociais acabam gerando uma insatisfação corporal, a jovem enaltece características naturais.



Os padrões de beleza sempre foram quase inatingíveis, independentemente da geração e da época que se apresenta.

Na década de 1920, por exemplo, as mulheres tinham uma aparência infantilizada, com lábios pintados em formato de coração e cabelos curtos à la garçonne.

Nos anos 1950, precisavam ter curvas, seios fartos e se parecer com Marilyn Monroe. Foi justamente nessa época que as primeiras intervenções estéticas cirúrgicas foram feitas, muitas mulheres sofriam injetando silicone industrial no corpo para atingir o ideal.


Mas não para por aí, em 1960, a modelo Twiggy fica em alta, e o ideal da magreza do mundo da moda passa a ser perseguido junto com os cabelos curtíssimos e os olhos bem carregados. Duas décadas depois, começa o culto ao corpo e à boa forma física, muito impulsionados por artistas que malhavam com frequência e por exercícios aeróbicos vendidos em fitas VHS.

O padrão de beleza atual, por exemplo, enaltece o corpo cheio de curvas, que lembra o da Kim Kardashian, com grandes lábios e sobrancelhas mais grossas. O problema em todos esses padrões é que nem todas as mulheres vão conseguir segui-los, simplesmente porque não nasceram da forma cultuada naquela década.

É exatamente isso que a esteticista e influenciadora digital Joanna Kenny busca explicar com suas publicações. Acostumada a trabalhar com maquiagem, ela usa a pintura para mostrar a diferença entre os rostos que buscam atingir algum padrão de beleza, e os mais naturais, inclusive mostrando que mulheres têm pelos faciais.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@joannajkenny.


Percebendo que as redes sociais e aplicativos estavam colaborando para que pessoas do mundo inteiro ficassem insatisfeitas com seus corpos, Joanna passou a mostrar seu rosto real, com marcas, manchas, acne e espinhas, em contraste com os filtros.

A principal ideia é ajudar as mulheres a se aceitarem cada vez mais, ficando confortáveis em seus próprios corpos. Com mais de 83 mil seguidores no Instagram, os corpos reais, as estrias e as celulites também aparecem com frequência em seu feed.

Uma das coisas que mais chama atenção do público é quando Joanna passa o rímel no pelo do buço, marcando ainda mais o bigode e mostrando que não existe problema nenhum em não querer se depilar ou apenas aceitar o corpo como ele é.

Em uma de suas publicações, ela explica que cresceu acreditando que os pelos corporais nos corpos femininos eram sinônimo de falta de higiene, enquanto os masculinos, não. Hoje ela percebe que isso é algo que devemos deixar no passado, principalmente porque é uma “grande mentira”.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@joannajkenny.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@joannajkenny.

A forma como busca oferecer instrumentos para que outras mulheres se aceitem é sempre enaltecida pelos seguidores que, com frequência, explicam como seu perfil ajuda a se desintoxicar das redes sociais. A proliferação de perfis que mostram corpos perfeitamente moldados por cirurgias acaba deixando milhares de jovens insatisfeitas com o que acreditam ser “falhas”, por isso Joanna faz questão de influenciar a positividade corporal.


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