Mulher foi curada do câncer após terapia experimental

Judy Perkins é uma americana cuja vida foi salva por um tratamento pioneiro do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos. É um tratamento ainda experimental, mas que pode ajudar em terapias de combate ao câncer, de forma geral. Ele consiste em fazer uma aplicação de 90 bilhões de células imunológicas no corpo do paciente, para que ajudem no combate ao tumor.

A história de Judy Perkins

Judy Perkins é uma mulher de 49 anos, que foi diagnosticada, há 2 anos atrás, com câncer de mama avançado, com apenas 3 meses de vida.

O câncer de Judy estava se espalhando por todo o corpo e não havia mais esperança de cura com tratamentos convencionais. No entanto, após a terapia experimental, o câncer foi eliminado do seu corpo e hoje não há mais sinal da doença. Judy está vivendo com saúde e alegria praticando canoagem, viajando e fazendo tudo que a faz feliz.

“Cerca de uma semana depois do tratamento, eu comecei a sentir algo. Eu tinha um tumor no peito e conseguia senti-lo encolher”, diz Judy à BBC. “Uma ou duas semanas depois, ele desapareceu.”

Depois dos exames pós-tratamento, os médicos comemoraram os resultados e Judy celebrou sua nova oportunidade de vida.


O tratamento de Judy

O tratamento de Judy foi preparado através de suas próprias células, em um dos centros de referência de pesquisa sobre o câncer. É um tratamento muito novo e ainda será testado antes de poder ser usado com mais regularidade.

Na primeira etapa do tratamento, o tumor do paciente é analisado geneticamente, com o objetivo de identificar as mutações que podem tornar o câncer visível ao sistema imunológico, para ajudar no combate a ele.

Judy possuía apenas 4 mutações que poderiam ser atingidas pelo sistema imunológico, ou seja, apenas 4 de suas mutações poderiam ser beneficiadas por esse sistema.

Na segunda etapa, são analisadas as células imunológicas do corpo para identificar quais delas têm mais probabilidade de atacar o tumor.

Depois de identificadas, essas células são reproduzidas em laboratório, em uma quantidade elevada, e depois aplicadas no paciente.

O caso de Judy foi bastante positivo! Ela recebeu 90 bilhões de suas próprias células, além de medicamentos para impulsionar o sistema imunológico, o que foi vital para o sucesso de seu tratamento.


O outro lado da história

Por mais que o caso de Judy tenha sido muito bem-sucedido, ainda é um caso isolado de um tratamento em teste, que ainda não foi completamente validado.

“O tratamento é altamente experimental, e estamos apenas começando a aprender a aplicá-lo, mas potencialmente ele vale para qualquer câncer”, afirma Steven Rosenberg, chefe de cirurgias no Instituto Nacional do Câncer dos EUA.

Ainda há muito trabalho a fazer, mas há potencial para uma mudança de paradigma no tratamento do câncer – uma droga sob medida para cada paciente. É muito diferente de qualquer outro tratamento.

O caso de Judy é realmente impressionante e todos torcemos para que as pesquisas avancem e esse tratamento possa ser levado a cada vez mais pessoas, contribuindo para a cura do câncer!


Direitos autorais da imagem de capa: Arquivo pessoal



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