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Mulher no volante… Tranquilidade constante!

“Mulher no volante, perigo constante.” – Quem nunca ouviu essa frase?



Pois, bem. Recentemente para chegar ao trabalho, como de costume, embarquei em um ônibus coletivo. No comando da máquina, uma mulher jovem e bem simpática, que sempre faz esse itinerário e no mesmo horário.

Sempre prestei atenção na condução da motorista em questão. Sempre atenciosa, dedicada e atenta às intempéries da via. Parar antes da faixa, respeitar a velocidade das vias, não avançar o sinal vermelho, sempre dar preferência aos demais condutores e sinalizar toda e qualquer manobra, sempre fizeram parte do trabalho daquela profissional.

No entanto, sempre ouvi um zum zum zum dentro do “buzão”. Pessoas usando palavras pejorativas para difamar o trabalho prestado pela motorista, mesmo com todas essas qualidades atribuídas a ela. Fora algumas pessoas, que ao dar sinal de parada ao ônibus e ao perceberem que o comandante era uma mulher, faziam sinal para que ela prosseguisse viagem.


O “fim do mundo” foi em uma dessas viagens rotineiras. Em um determinado momento da viagem, ao sair da Rodovia e entrar em uma marginal, a motorista não reduziu a velocidade a tempo e passou com tudo em uma lombada. Parecia que os passageiros não estavam atacando a motorista e sim, um dos nossos “ilustres” governantes. Confesso que dei um pulo do assento, vindo com tudo novamente ao mesmo. Mas e daí? Acredito firmemente que se fosse um homem que estivesse na direção do ônibus, estaria tudo bem. Afinal de contas, isso acontece com qualquer um. Não é mesmo?

Não pessoal. Acontece com qualquer “uma” também. Estávamos com cerca de 70% do itinerário completo e 90% das pessoas continuaram o restante do trajeto detonando o trabalho da motorista, inclusive mulheres. Claro que foi uma falha da profissional do volante, mas todos nós estamos sujeitos a cometê-las. Independente do gênero ou qualquer outra definição. “Quem nunca errou que atire a primeira pedra”, assim disse Jesus.

Definitivamente, deveríamos mudar alguns hábitos e pensamentos.

Sinto um imenso orgulho em saber que a civilização evoluiu muito. Mas é extremamente triste enxergar que ainda continuamos com a mentalidade tão pequena para alguns assuntos. Qual a diferença na capacidade psíquica e motora entre o homem e a mulher para comandarem um veículo automotor? Ou para qualquer outra atividade? A ciência de todo o mundo já provou que não há diferença alguma.


Muito pelo contrário. Pesquisas e estatísticas revelam que as mulheres representam uma porcentagem muito inferior no número de acidentes e mortes no trânsito. Seguradoras de todo o país oferecem descontos significativos para condutoras por conta de dados que revelam que elas são praticantes assíduas da direção defensiva.

Confesso que nunca fiquei com receio em saber que a responsável pela minha vida naquela parte do dia era uma mulher.

Se esse cargo foi atribuído a ela ou a elas, tenho a certeza de que passaram por rigorosos testes psíquicos e motores para exercer aquela profissão. De uma vez por todas, precisamos urgentemente abandonar essa e outras ideias dos nossos antepassados.

Que nossas crianças possam ser doutrinadas e cresçam com uma mentalidade diferente da nossa.


Um forte abraço a todos e a todas!

Marcus Andrade

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Direitos autorais da imagem de capa: bialasiewicz / 123RF Imagens


Ela continua buscando a si mesma. Vai porque testa seus limites e quer ver até onde pode chegar…

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