Família

Mulher paga R$ 25 mil para ter filho depois dos 40. “Ele tem síndrome de Down, mas eu não mudaria nada”

Cansada de esperar o homem certo para se tornar mãe, Michele decidiu partir para a maternidade solo, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria por não receber o apoio necessário.



Qual o seu maior sonho? Para alguns pode ser uma casa nova, um carro, uma viagem em família, saúde e prosperidade. Para outros, pode ser um cargo melhor no trabalho, mudar totalmente de área profissional, fazer coisas diferentes, conhecer pessoas ou mesmo sossegar em algum canto. Cada um tem um desejo, um objetivo a alcançar, e isso é extremamente comum e saudável, é o que nos move.

Michele Elizaga, agora com 43 anos, que mora no Arizona (Estados Unidos), decidiu, alguns anos antes, que não queria mais esperar o “homem certo” para realizar seu sonho. Ela queria ter um filho, e revelou ao Daily Mail que a escolha apenas a fez se sentir mais “forte” mas, para alcançar esse objetivo, ainda teve um pouco de estrada para percorrer.

Ela tomou essa séria decisão enquanto comemorava seu 40º aniversário, e sempre passava essa ocasião imaginando se conseguiria, finalmente, encontrar um parceiro para a vida. Sempre quis se casar e ter filhos, mas essa equação não estava funcionando, como acontecia com todas as outras pessoas.


A mulher estava na Costa Rica, comemorando a data com seus melhores amigos e, ao dizer que achava que seu tempo para se tornar mãe estava se esgotando, uma de suas amigas disse que ela não precisava esperar um homem para ter um filho. Aquela fala, ao mesmo tempo em que a chocou, abriu sua mente.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@micheleelizaga.

Na manhã seguinte, ela acordou decidida a se tornar mãe solo, e começou a pesquisar na internet tipos de processos médicos a que precisaria se submeter. Ela tinha R$ 25 mil de economia feita ao longo da vida, mas sabia que uma inseminação artificial seria cara.

Existiam dois tipos disponíveis, a fertilização in vitro (FIV), opção mais indicada pelos médicos, e a inseminação intrauterina (IUI), mais barata, mas que tem menos chances de funcionar.


Michele tinha dinheiro apenas para pagar a IUI, procedimento em que se insere o material diretamente no útero, depois de monitorar corretamente o estágio de ovulação da paciente. Os médicos logo disseram que, por ter 40 anos, seria improvável que funcionasse em apenas uma tentativa, por isso ela deveria pagar por mais material. Mas era só o que podia investir, então decidiu ter fé e investir na escolha.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@micheleelizaga.

Duas semanas depois da inseminação, Michele acordou extremamente ansiosa, às 3 horas da manhã, e decidiu fazer um teste de gravidez. Milagrosamente, ela viu, pouco a pouco, as duas linhas aparecerem no bastão, confirmando que esperava um bebê. A sensação de felicidade e, ao mesmo tempo, choque, tomou conta dela, afinal seu sonho estava se tornando realidade.

Depois dos 30 anos, os médicos ressaltam ainda mais a importância do pré-natal, já que o corpo pode já não responder a uma gestação da maneira esperada, tornando essenciais alguns exames importantíssimos, que assegurem a saúde da genitora e do bebê. Quando a gravidez completou 12 semanas, Michele descobriu que teria um menino e que havia nove em cada dez chances de a criança ter síndrome de Down.


A primeira reação foi de tristeza. A mãe conta que chorou muito por causa dessa notícia, mas nunca pensou em interromper a gravidez. Como não sabia quase nada sobre a trissomia do cromossomo 21, Michele passou o resto da gestação pesquisando e estudando sobre a síndrome, para ter o máximo de informações possível.

Matthew nasceu no dia 3 de junho, em uma cesariana de emergência, e passou dois meses na UTI neonatal. Michele conta que não se arrepende de absolutamente nada, nem de ter gerado o filho de maneira não convencional, mas que tem sido uma grande jornada para os dois.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@micheleelizaga.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@micheleelizaga.


Para ela, ser mãe solo é exaustivo e difícil, principalmente porque o filho possui “necessidades adicionais”, mas não mudaria essa experiência por nada, nem sequer consegue imaginá-lo de outra maneira. Michele ainda tem o sonho de encontrar um companheiro, porque ainda sente vontade de compartilhar a vida com outra pessoa.

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