Comportamento

Mulher que cresceu em orfanato e passava fome recebe ajuda de ONG e salva família da pobreza!

Cristiane morou em um orfanato até os 12 anos, e teve uma difícil trajetória, enquanto batalhava não apenas pela sua vida, mas pela dos filhos.



Algumas realidades são intangíveis e inimagináveis. Poucos conseguiriam passar pelas provações e desafios que algumas pessoas passam, principalmente as que estão vulneráveis social e economicamente. A desigualdade social coloca famílias inteiras sob a mira da fome e da insegurança, sem saber se elas vão acordar amanhã ou não.

A realidade de Cristiane dos Santos, de 45 anos, não foi muito diferente. Em reportagem da Folha de S. Paulo, ela conta um pouco de como tudo aconteceu e de quando recebeu ajuda para conseguir tomar as rédeas da própria vida.

Ela tem cinco filhos, o segundo com anemia falciforme do tipo grave, o que lhe provocou um AVC aos 3 anos, motivo por que ficou mais de 40 dias internado no Rio de Janeiro.


Cristiane morou em um orfanato até completar 12 anos, porque sua mãe trabalhava e dormia na casa da patroa, que não aceitava crianças. Onde precisava ficar, a alimentação era péssima.

Ela conta que as crianças recebiam uma sopa branca, com apenas uma grande batata boiando, às 18 horas, e eram obrigadas a se deitar às 20h. Os administradores, então, cozinhavam a melhor comida, e o cheiro deixava todas as crianças com fome.

Quando saiu de lá, Cristiane se encontrou com o pai, que a levou para um cinema em Copacabana, onde assistiram a “Os trapalhões”. Desde então, não cessaram mais o contato, até três meses atrás, quando ele morreu de covid-19. Até hoje ela guarda o último áudio que recebeu dele no aplicativo de mensagens.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Aos 17 anos, ela se casou pela primeira vez e engravidou do primeiro filho quando estava em processo de separação. Aos 20, conheceu o atual marido e se casaram em uma ação comunitária, com outros 300 casais ao mesmo tempo. Quando descobriu que o segundo filho tinha a forma grave da anemia falciforme, decidiu engravidar novamente, porque ouviu dos médicos que um transplante de medula compatível poderia salvá-lo.

Infelizmente, soube que, no Brasil, essa forma de tratamento não é feita, já que o procedimento sai muito caro ao SUS, que acaba pormenorizando doenças sanguíneas. Cristiane revela que, no país, consideram uma “doença de negro”. A assistente social acabou reparando na presença constante do pai do menino no hospital, Ajomar Neves, que estava desempregado.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

A família foi direcionada para o Instituto Dara, uma das melhores instituições do país, que disponibilizou à criança uma equipe multidisciplinar, composta de médicos, nutricionistas, psicólogos e advogados.


A instituição foi idealizada pela médica Vera Cordeiro, em 1991, a qual acreditava que, para driblar a pobreza, era preciso trabalhar de forma integrada, caso contrário ela seria apenas maquiada.

Cristiane percebia que, toda vez que o filho Ricardo recebia alta, eles saíam do hospital cheios de receitas médicas, mas acabavam sem conseguir dar andamento ao tratamento, e acabavam voltando. O instituto deu um nebulizador e um infravermelho, para que as dores fossem amenizadas, e a família foi perdendo a resistência com a organização.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Também reformou a casa da família, fez um quarto só para as crianças, arrumou a parte elétrica, colocou piso, fez um lar digno para eles, como afirma a mãe. Cristiane trabalhava como faxineira e, com apoio da instituição, conseguiu se tornar depiladora, aumentando consideravelmente a renda da família.


Ricardo, aos 17 anos, conseguiu ter a doença controlada com muitos medicamentos e fisioterapia. A família foi aprendendo a usar o que recebia para viver e a se comportar de maneira diferente, sem deixar de falar quando sente necessidade. Durante a pandemia, a família começou a vender pães de queijo.

Ainda precisa lidar com algumas questões da região onde moram, como as enchentes ocasionais, mas, com a ajuda do instituto, agora eles conseguiram finalmente mudar de vida, e todos têm um futuro brilhante pela frente.

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